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Crise se alastra por A.Latina e FMI pede medidas decisivas

Washington, 7 out (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu hoje intervenções decisivas em nível internacional contra a crise financeira, cujo último impacto acabou com a relativa calma vivida por América Latina e outros mercados emergentes.

EFE |

O FMI reconhece em seu relatório semestral sobre a estabilidade financeira, publicado hoje, que os Governos não podem ficar de braços cruzados e esperar que o livre mercado regule tudo.

O organismo pediu ações severas para restabelecer a confiança nos mercados, como injeções diretas de capital nos bancos, compra da dívida tóxica com fundos públicos e o fortalecimento dos mercados de crédito.

Trata-se da avaliação mais pessimista do organismo sobre a situação da maior economia mundial, pois até pouco atrás sustentava que seu Produto Interno Bruto (PIB) não cairia, mas passaria por um período de crescimento lento.

Para a América Latina a piora das perspectivas nos Estados Unidos é uma notícia especialmente má, levados em conta seus vínculos comerciais e financeiros com o gigante americano.

O vice-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky afirmou que a região enfrenta "ventos contrários".

Segundo Lipsky, até agora os mercados emergentes tinham alcançado certo isolamento dos problemas nos países desenvolvidos, mas a última onda de turbulência nos mercados financeiros os atingiu diretamente.

Lipsky afirmou que aversão ao risco pôs fim à entrada de capital a alguns mercados e os juros dispararam.

As nações mais vulneráveis são as que contam com déficit externo elevado e um baixo nível de reservas, diz o FMI.

O FMI estima que os principais bancos americanos e europeus necessitarão captar US$ 675 bilhões em capital novo nos próximos anos para fortalecer suas reservas e permitir um crescimento modesto do crédito.

O organismo recomendou ainda medidas mais duras, em vista das "circunstâncias excepcionais".

Essas medidas deveriam incluir injeções de capital público diretamente em instituições que contem com "bases sólidas", enquanto os Governos deveriam permitir que se desmantelem bancos "não viáveis".

O FMI também é a favor de que as autoridades econômicas dos países mais afetados pela crise comprem os chamados títulos "tóxicos" dos bancos. EFE cma/rr

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