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Crise reduz tráfego aéreo de carga em 7,7% em relação a um ano

Isabel Saco Genebra, 24 out (EFE).- A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) informou hoje que o setor enfrenta situação dramática pela queda dos tráfegos mundiais de carga e de passageiros, que em setembro caíram 7,7% e 2,9%, respectivamente, em relação a 2007.

EFE |

Em entrevista coletiva telefônica, o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani, disse que os números do tráfego aéreo de carga refletem claramente o impacto da crise financeira sobre a indústria da aviação.

Bisignani ratificou as previsões de seu organismo, de que o setor perderá em torno de US$ 5,2 bilhões este ano.

A tendência negativa do tráfego de carga acentuou-se fortemente em setembro, seu quarto mês consecutivo de retrocesso (0,8% em junho, 1,9% em julho e 2,7% em agosto).

A queda mais dramática em setembro ocorreu na Ásia (10,6%), enquanto o Oriente Médio foi a única região que experimentou uma alta, de 5%.

na Europa e na América do Norte, os retrocessos foram de 6,8% e 6% , respectivamente.

Bisignani lembrou que 35% do montante do comércio mundial se transporta por via aérea, os bens mais caros, como os de alta tecnologia.

"Isto nos dá a idéia de que estamos entrando em uma verdadeira recessão mundial", afirmou, após lembrar que a queda de 7,7% em carga é a mais severa desde a crise da bolsa provocada pela explosão da bolha tecnológica em 2001.

Sobre tráfego de passageiros, o responsável da associação de companhias aéreas lembrou que não se observava uma diminuição desde 2003 - por causa epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars, na sigla em inglês).

Somente a América Latina manteve-se à margem da queda e teve um aumento de 1,7% de passageiros, embora Bisignani tenha ponderado este resultado, assinalando que, embora positivo, é muito inferior ao crescimento de11,9% dos meses anteriores.

A região da Ásia/Pacífico -que compreende China e Índia- registrou uma diminuição de 6,8%, enquanto na Europa a baixa foi de 0,5% e na América do Norte de 0,9%.

Bisignani queixou-se do "pouco apoio" que seu setor recebe dos Governos e, após alegar que "não pedimos dinheiro", disse que o que as companhias aéreas reivindicam é ter as mesmas liberdades e ferramentas de que desfrutam outros setores.

Mencionou, como exemplos, a necessidade de acesso aos mercados e capitais internacionais.

No meio deste panorama, o diretor-geral de Iata disse que "a única boa notícia" foi a queda do preço do petróleo, cuja cotação média atual é praticamente a metade em relação ao mês de julho.

No entanto, esclareceu que "isto não compensa a forte queda do tráfego" de carga e de passageiros.

Ressaltou seu pessimismo quanto aos números anunciados hoje corresponderem a setembro, antes da turbulência financeira e que os Governos tivessem que sair em resgate de seus bancos para evitar a quebra de seus sistemas financeiros.

Bisignani concluiu assinalando que esperava que os Governos tomassem nota da situação da aviação, "um setor essencial para manter em andamento a aldeia global".

Opinou que "2009 será um ano muito difícil" porque previsivelmente "nos veremos pela primeira vez em uma recessão global". EFE is/jp

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