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Crise política afeta o turismo na Tailândia

Muitos turistas demonstraram extrema revolta quando tentavam se registrar nos guichês improvisados no luxuoso distrito comercial para deixar Bangcoc, cujos aeroportos estão ocupados e fechados há uma semana por manifestantes antigovernamentais.

AFP |

Nos últimos dias seis hotéis e um centro de conferências abriram instalações para ajudar os 350.000 passageiros retidos há uma semana na capital da Tailândia.

O número de passageiros bloqueados foi confirmado à AFP por Satithara Pichaichannarong, alto funcionário do ministério do Turismo.

"Ficarei muito mais feliz quando ver a pista de decolagem", afirmou o australiano Jason Payne, em uma frase que reflete o sentimento geral entre os turistas nos postos de inscrição em um hotel de luxo.

Uma semana depois do início do bloqueio, o desespero inicial de muitos viajantes deu lugar à resignação e esperança de voltar em breve para casa.

No entanto, o registro nos postos de Centara Grand, no principal bairro comercial de Bangcoc, é apenas a primeira etapa de uma aventura complexa que levará muitos deles à base naval de U-Tapao, o que representa uma viagem de carro de três horas.

O aeródromo, construído inicialmente para os bombardeiros americanos B-52 nos anos 60, durante a Guerra do Vietnã, permite 40 vôos diários, contra a capacidade de 700 vôos diários do aeroporto internacional Suvarnabhumi de Bangcoc, inaugurado em 2006.

Para o turista suíço Andi Moor não importa que o vôo o leve a Frankfurt (Alemanha), ao invés de Zurique (Suíça), desde que consiga deixar a Tailândia.

"Quando estivermos na Europa podemos fazer algo. Enquanto estivermos aqui, não podemos fazer nada", disse o suíço de 50 anos.

Os viajantes em Centara citam outros problemas: mães que não conseguem comprar leite para seus bebês, pessoas que não encontram a bagagem ou o passaporte, além de taxistas que cobravam por viagens a U-Tapao mesmo sabendo que a base não permitiria a entrada dos passageiros.

"Há muitas histórias de horror", conta James Blakeney, de 31 anos, morador de Sydney.

Para muitos turistas, a prorrogação da estadia na capital tailandesa apagou completamente as agradáveis recordadções de férias em alguma das praias do reino.

"Ao partir você sente alívio. Bangcoc és linda durante alguns dias, mas os condutores de tuk-tuk e os taxistas... Eu não sou uma pessoa violenta, mas às vezes sinto vontade de agredi-los", afirma Blakeney sorrindo.

Outra australiana, Nathalie Thomy, 24 anos, estava no Suvarnabhumi quando os manifestantes ocuparam os aeroportos. Ela se preparava para viajar depois de uma conferência de comércio de três dias quando os opositores tomaram o controle do terminal de saída.

"No alto-falante repetiam 'para sua própria segurança, saia do aeropirto', mas estávamos muito assustados para salir", conta a australiana, cuja empresa havia fretado um vôo de volta a Sydney para os funcionários.

Mas nem todos os viajantes lamentaram a prorrogação da estadia na Tailândia.

"Nós não temos emprego, então não estamos preocupados em faltar ao trabalho", afirma Maryvonne Prokop, 65 anos, que viaja com um grupo de aposentados franceses.

"Não há hay problemas nem estresse", completa.

str/fp

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