Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Crise pode se tornar vitrine para executivos

Momentos de crise não são os ideais para se buscar um novo emprego, de acordo com os headhunters, profissionais especializados no recrutamento de executivos. Salvo no caso daquelas pessoas que já perderam sua posição por estarem trabalhando em algum banco americano que quebrou, eu diria que o correto é exatamente o contrário: esse é o momento ideal para o executivo se focar no trabalho, diz Alfredo Assunção, presidente da Fesa, consultoria especializada na busca de executivos para o alto escalão.

Agência Estado |

"A pessoa que se destacar como o salvador da empresa ou aquele que manteve a roda girando vai ser o mais reconhecido no pós-crise, podendo ser recompensado internamente ou recebendo outras propostas."

Segundo ele, historicamente, períodos de crise econômica são seguidos por momentos de alta nas contratações. "Quando as empresas entendem o cenário no qual estão inseridas, correm para buscar talentos", afirma. A sócia da Korn/Ferry no Brasil, Silvia Sigaud, faz análise semelhante. "O Brasil já vive um momento de escassez de talentos, e essas vagas precisam ser preenchidas. Pode haver uma desaceleração momentânea, mas a busca por posições-chave continuará, e após a crise voltará ao normal".

Para ela, não houve redução significativa na busca por executivos. "As empresas estão mais cautelosas, mas a atividade não pára." Sílvia diz que a atitude dos executivos agora deve ser de observação. "Eles devem buscar o máximo de informações sobre seu negócio e o impacto da crise sobre o setor, e mostrar que sabem enfrentar adversidades."

Não é a melhor hora, também, para se buscar crescimento profissional fora da empresa, por meio de cursos ou de períodos sabáticos. "Para essas atividades, é melhor deixar a turbulência passar", diz Assunção. "O momento pede o máximo de dedicação ao trabalho. E eu sou otimista: acho que até o segundo semestre de 2009 os executivos já estarão colhendo os louros desse trabalho."

Além da capacidade de enfrentar adversidades, outras características serão importantes para o executivo no pós-crise. "Pessoas que busquem inovação e que saibam liderar equipes inovadoras serão valorizadas", diz Jay Miller, responsável mundial pela prática industrial da Korn/Ferry. "Além disso, pessoas que saibam avaliar riscos serão essenciais no mundo todo."

No Brasil, será dado valor aos profissionais com conhecimento de processos, especialmente na indústria, diz o diretor de relações internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Ricardo Martins. "O conhecimento financeiro ainda é importante, mas será muito valorizado aquele profissional que conheça o processo produtivo. Um exemplo disso é a Sadia, que trouxe de volta o ex-ministro Luiz Fernando Furlan."

Para Martins, apesar da crise, alguns setores da economia continuarão apresentando crescimento e, por conseqüência, precisarão de executivos fortes. "O principal é o agronegócio. A queda das commodities encontra um certo contraponto na alta do dólar, e o consumo de tudo pode recuar, mas o de alimentos é o último deles."

Millen, da Korn/Ferry, concorda, e afirma que as empresas brasileiras de agronegócio têm um diferencial competitivo em relação a outros países. "No Brasil, e também no Chile, para citar outro país da América Latina, o produtor geralmente é o dono da terra. Em outros locais, a terra é concedida por meio de acordos financeiros, e o setor esbarra na crise."

Além do agronegócio, ele aponta o setor de mineração como outro que deve passar com certa tranqüilidade pela crise no Brasil. "É mais um setor que controla terras onde atua, e cujo consumo é necessário em todo o mundo." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG