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Crise pode durar mais um ano, diz Paulo Bernardo

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que, na avaliação do governo, a crise financeira internacional originária no mercado financeiro norte-americano deve durar pelo menos mais seis meses ou até um ano, embora com uma intensidade menor do que vista nos últimos dias. O ministro, que participou da reunião de coordenação política, no Planalto, disse que a crise foi discutida por mais de uma hora e meia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Agência Estado |

Durante o encontro, a equipe econômica concluiu que a aprovação do pacote de socorro aos bancos pelo Congresso norte-americano vai ajudar a reduzir a tensão com a crise, embora não vá resolvê-la, por conta de sua magnitude. Segundo Bernardo, tudo indicava que o Congresso dos EUA iria aprovar o pacote - a votação, no Senado, estava prevista para o início da noite de ontem.

"Nossa avaliação é que, aprovado o pacote nos Estados Unidos, a crise distensiona um pouco. Se com medidas adicionais pudermos ajudar, nós vamos fazer isso, mas não há nada pronto. Não há motivo para alarde", disse o ministro. Na opinião dele, apesar de a crise ainda não ter atingido a economia real brasileira, não se pode fingir que ela não existe. "Se houver necessidade, vamos adotar medidas. Mas não há, neste momento, necessidade de outras medidas", reforçou, descartando a existência de um pacote para enfrentar a crise. "A época dos pacotes já passou", disse.

Bernardo disse que o reflexo da crise internacional nas linhas de crédito externo pode afetar o crédito no Brasil, na medida em que os bancos fazem empréstimos entre si. Mas fez uma ponderação: é preciso esperar para avaliar a dimensão exata da situação porque em momentos agudos de crise é normal que "todo o mundo feche a torneira".

O ministro disse ainda que a situação do mercado imobiliário brasileiro é completamente diferente do que ocorre no mercado norte-americano, onde se originou a crise. Segundo ele, a oferta de crédito imobiliário no Brasil até pouco tempo atrás era muito limitada, mas o governo tem se empenhado em ampliar essa modalidade. "O governo tem preocupação de ampliar e democratizar o acesso (a crédito). Não há problema com o nosso crédito imobiliário."

Paulo Bernardo negou que o governo esteja trabalhando, por conta da crise, na revisão de parâmetros do Projeto de Lei Orçamentária para 2009, informação veiculada no jornal O Globo. Segundo ele, a proposta orçamentária "não envelheceu" e, por isso, o governo não tem conversado sobre mudanças nos seus parâmetros.

O ministro reiterou a projeção de alta de 4,5% do PIB para 2009. Manifestando muita irritação com o clima de pessimismo em torno dos eventuais impactos da crise no Brasil, ele disse que o governo "não está fingindo que não tem crise, mas que tem muita gente que fica torcendo contra". "Está parecendo conversa de boteco", disse. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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