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Crise pode derrubar 20 milhões de empregos até 2009, diz OIT

Santiago do Chile, 23 out (EFE).- A crise financeira pode levar à perda de 20 milhões de postos de trabalho no mundo todo até o final de 2009, diz um estudo elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

EFE |

O trabalho foi ressaltado pelo diretor-geral do organismo, o chileno Juan Somavía, em artigo publicado hoje no jornal "La Tercera", no qual advertiu que isso significaria superar pela primeira vez o número de 200 milhões de desempregados no mundo.

"Os trabalhadores pobres que vivem com menos de US$ 1 por dia poderiam aumentar em 40 milhões, e aqueles que vivem com US$ 2 diários em mais de 100 milhões", advertiu Somavía.

Diante deste panorama, o diretor-geral da OIT opinou que é necessário um plano de resgate econômico para os trabalhadores e a economia real, com "normas e políticas que gerem empregos decentes e empresas produtivas".

"A busca de uma maior regulação financeira e um sistema de vigilância mundial de pesos e contrapesos é um passo positivo, mas devemos ir à frente do sistema financeiro, pois esta não é só uma crise de Wall Street", assinalou Somavía.

"Os passos para reverter os efeitos da crise financeira mundial devem se encaminhar a restabelecer o crédito e a apoiar os mais vulneráveis".

"Isto abrange uma série de medidas, desde proteger a previdência, promover os seguros de desemprego e os sistemas de proteção social em geral, até brindar créditos às pequenas e médias empresas, que hoje em dia representam as principais fontes de trabalho", ressaltou o chileno.

Segundo sua opinião, são necessárias políticas públicas e regras contundentes e inteligentes que voltem a premiar o trabalho duro e as empresas, "já que o sistema financeiro atual perdeu sua bússola moral".

Somavía destacou "a importância de encarar os desafios subjacentes que existiam previamente à crise, como a pobreza em massa, a elevada desigualdade social, a alta incidência do trabalho informal e o trabalho precário".

"Um processo de globalização que tinha gerado grandes lucros, mas que para muitos se tinha tornado desequilibrado, injusto e insustentável", resumiu. EFE gs/jp

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