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Crise pode adiar leilão de linhas de usinas do Madeira

A dificuldade das empresas de obter crédito por causa da crise internacional pode levar a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a adiar o leilão para a concessão das linhas de transmissão de energia elétrica das usinas do Rio Madeira (RO), marcado para o dia 31. A possibilidade de adiamento foi admitida ontem pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e pelo presidente da Aneel, Jerson Kelman.

Agência Estado |

O adiamento seria o primeiro efeito negativo concreto da crise financeira sobre uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Kelman disse que o assunto pode ser decidido na próxima terça-feira, durante reunião da diretoria da Aneel para tratar de aspectos técnicos.

Segundo Lobão, o adiamento seria por pouco tempo. "Há a possibilidade de a Aneel vir a adiar o leilão, mas não mais do que por 30 dias e sem prejuízo do cronograma de entrega da obra", afirmou, depois de participar de solenidade de assinatura de contratos de concessão de outras 19 linhas de transmissão. Ele enfatizou que o governo não abrirá mão do cronograma de entrega da obra, previsto para 2012, quando também se espera o início do funcionamento da usina de Santo Antônio, a primeira das duas hidrelétricas do chamado Complexo do Madeira (a outra será a de Jirau).

A construção das linhas de transmissão das usinas do Madeira podem exigir investimentos de R$ 7,2 bilhões, segundo estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A obra será dividida em sete lotes e terá extensão de 2.375 quilômetros entre Rondônia e Araraquara, em São Paulo.

Segundo Lobão, o adiamento foi pedidos por empresários, principalmente estrangeiros, que enfrentam dificuldades de obter crédito. Executivos de empresas privadas, presentes à solenidade, explicaram que, além disso, as oscilações das bolsas de valores e das cotações do dólar dificultam a definição de preços para equipamentos e serviços necessários à montagem das propostas - e o edital ainda exige o depósito de garantias para confirmação das inscrições ao leilão.

"Estamos passando um pente fino no modelo do leilão e, se for o caso, na próxima terça, poderemos deliberar sobre um aperfeiçoamento técnico que ensejaria um adiamento (na data do leilão)", disse Kelman. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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