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Crise passa longe do microcrédito

Em meio à quebra de grandes bancos, um segmento financeiro afirma estar sobrevivendo e até se expandindo: as instituições de microcrédito. Entre eles estão o Banco do Brasil (BB) e o Grameen Bank de Bangladesh, de Mohammad Yunnus.

Agência Estado |

Há meios de evitar que esse segmento seja contaminado pela crise, disse o diretor de Baixa Renda do Banco do Brasil, Robson Rocha.

Yunnus, Nobel da Paz de 2006, diz até que os bancos pobres são mais confiáveis que os ricos. "Quem criou essa confusão toda não foram os pobres, mas os grandes bancos internacionais", disse. "Nosso banco foi desenhado com base na confiança; não há advogados."

Para ele, "o mercado se transformou em uma casa de apostas, num cassino sem controle. "Não por acaso acabamos nesse tsunami", afirmou. "O que vemos hoje é o fracasso coletivo do mercado, não apenas de reguladores." Também disse ser inaceitável que os responsáveis pelos atuais problemas agora apareçam como as vítimas.

Segundo Yunnus, é o dinheiro de "apenas 7,5 milhões de acionistas" que está no Grameen. "Apesar das calamidades em Bangladesh, 98% dos que tomam crédito pagam. Além disso, não há ninguém tirando dinheiro das contas neste momento", afirmou Yunnus.

Hoje, segundo ele, o sistema de microcrédito abrange 100 milhões de pessoas no mundo. "Em meio a tantas notícias ruins, temos uma boa: a microfinança continua bem, sem crise. O dinheiro que move esse setor está na economia real. Ele existe e não é fruto de especulação. Conseguimos manter certo isolamento do mercado."

Assim, o banco de Yunnus continua em expansão. Na semana passada, acertou com o bilionário Carlos Slim a criação de um sistema de microcrédito no México, com fundo de US$ 45 milhões. Semanas antes, fez acordo semelhantes com a família de Warren Buffet, o homem mais rico do mundo.Ele ainda se diz disposto a replicar o modelo nas áreas da saúde, água e bioenergia.

Em Genebra, é procurado pelos maiores bancos, como o UBS, e até decidiu criar uma agência de empréstimo em Nova York. "A cidade é o centro do mundo financeiro, mas ninguém empresta dinheiro ao vizinho", disse. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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