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Crise obriga empresários a cortar custos

A escassez de crédito, um dos maiores efeitos da crise para os empresários, fez o empreendedor Ivan Barchese mudar algumas práticas na sua empresa, a fabricante de ligas metálicas e alumínio em pó Mextra. Segundo ele, os juros dos empréstimos saltaram de 3% para 12% ao ano com a crise, praticamente travando o caixa da empresa.

Agência Estado |

"Estamos reduzindo custos a fórceps", diz.

Nas últimas semanas, a companhia adotou medidas como renegociação de prazos e preços com os fornecedores e realização antecipada de alguns contratos. "Até quem viajava em classe executiva terá de ir de na econômica", brinca Barchese. O objetivo das mudanças é manter a produtividade e o ritmo de expansão - de 30% anuais -, enquanto o dinheiro dos bancos não aparece.

Manter o foco no fluxo de caixa também tem sido a preocupação do empresário Cristiano Buerguer, da fábrica de embalagens e etiquetas Tecnoblu, de Blumenau (SC). Na empresa, o corte nos custos passou pela extinção de alguns serviços, como assessoria de imprensa e viagens. Buerguer também prevê crescimento menor em 2009. A expansão deve ficar em 20%, ante os 33% previstos para este ano.

"Trabalhamos com o pior cenário para os próximos seis meses", diz a superintendente da Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano. Na quarta-feira, em São Paulo, a executiva disse que está cortando custos e comprando só o necessário para manter a saúde financeira da companhia. "Sem fluxo de caixa, a empresa quebra." Segundo ela, novembro está sendo um mês "difícil" em termos de vendas. "O consumidor está parado." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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