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Em um mundo globalizado, as dificuldades dos americanos para pagar as hipotecas de suas casas estão repercutindo nas florestas em todo o mundo. O colapso no mercado imobiliário americano está levando a uma revolução no mercado de madeiras.

Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e da Comissão Econômica da ONU para a Europa, a queda na construção civil nos Estados Unidos e mesmo em algumas parte da Europa está reduzindo as exportações de madeira do Brasil e de outros países latino-americanos.

Para o Brasil, o mercado chinês e a demanda interna incentivada pelo setor imobiliário são os fatores que estão permitindo que a produção de madeira tropical continue crescendo. Segundo os dados coletados pela FAO, 2007 registrou a maior queda em construções de casas nos Estados Unidos. Os impactos no setor de madeira foram sentidos imediatamente. "Empresas em todo o mundo fecharam suas usinas temporariamente ou reduziram horas trabalhadas", afirmou Ed Pepke, autor do relatório.

Segundo o texto, produtores de madeira da América Latina foram obrigados a cortar a produção que era destinada ao mercado americano. A queda não ocorre por acaso. Nos Estados Unidos, 2,2 milhões de casas foram construídas em 2006. Hoje, são menos de 700 mil e esse número continua caindo. Uma recuperação não está prevista nos próximos dois anos. O problema é que 70% das importações e produção de madeira vão para o setor da construção. O resultado é que, pela primeira vez em seis anos, o mercado de madeira e papel caiu nos países ricos. Entre 2006 e 2007, a queda foi de 1,4% no consumo de madeira. Mas, nos EUA, a redução foi de 7% em apenas um ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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