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Crise não vai afetar Natal do varejo, afirma Provar

SÃO PAULO - A crise econômica mundial não deverá afetar os negócios do varejo no Natal no Brasil, pois ainda não está prejudicando a confiança dos consumidores, avalia o Provar-FIA (Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração). A entidade diz ainda que as empresas do setor, inclusive, se mostram otimistas quanto ao período.

Valor Online |

Em estudo divulgado hoje, o Provar afirma que a tendência dos consumidores é aumentar seus gastos nos três últimos meses deste ano, apesar da crise. De acordo com o levantamento, 73,8% dos consumidores irão fazer compras de bens duráveis e semi-duráveis entre outubro e dezembro. No trimestre anterior, essa proporção era de apenas 61,8% e, em igual período do ano passado, de 61,2%.

"Essa intenção é bem maior que no trimestre anterior, embora isso seja tradicional no período de final de ano", afirma o presidente do Provar, Cláudio Felisoni. "Mas o importante é que também é bem melhor que no mesmo trimestre do ano passado", acrescenta.

Outro dado que mostra que a confiança do consumidor ainda não foi afetada, diz Felisoni, é o fato de que a proporção de pessoas que têm a intenção de financiar de alguma forma suas compras no terceiro trimestre permanece alta. Por outro lado, explica, já se nota uma diminuição nessa tendência na comparação com o terceiro trimestre do ano, o que pode ser o primeiro indício de contaminação pela crise.

De acordo com Felisoni, os juros médios cobrados no varejo passaram de 46,6% para 52,1% nos meses de agosto de 2007 e 2008, respectivamente. "Mas, em compensação, o prazo médio para pagamentos aumentou de 414 dias para 473 dias nesse período, uma elevação de 14%, que mostra que as empresas já estão acomodando suas ofertas aos juros mais altos", afirma.

Ainda assim, ele alerta que, em média, há um prazo de cerca de 12 meses para que os efeitos da crise se façam sentir no perfil de consumo das pessoas. A principal reação se dá em relação aos prazos e taxas de juros dos financiamentos, aos quais os consumidores são muito sensíveis. Por enquanto, porém, os efeitos ainda não foram sentidos pelo grosso da população, apesar do noticiário. Segundo o Provar, a taxa de inadimplência permanecia estável em agosto (último dado). Os atrasos de mais de 90 dias nos pagamentos eram, segundo o instituto, apenas 7,2% do total no mês de agosto.

Para o Natal deste ano, Felisoni afirma que o ritmo de crescimento das vendas no varejo deve ficar muito semelhante àquele registrado no ano passado, de 9,5%. "No mercado, a média que tem sido utilizada é de entre 8% e 10% de expansão nesse Natal", afirma a coordenadora de pesquisas do instituto, Patrícia de Salles Vance. Segundo Felisoni, caso haja uma queda, ela será pequena, e decorrente de alguma notícia ruim nova que se apresente ao longo do trimestre. "As compras de Natal tradicionalmente se concentram em dezembro, e a chance de termos notícias ruins até lá é maior do que a de termos notícias boas", concluiu.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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