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Crise não impedirá subida do crédito para 40% do PIB em 2008, diz BC

BRASÍLIA - A crise externa não deve afetar a trajetória de expansão do crédito no Brasil em direção a 40% do Produto Interno Bruto (PIB) ainda em 2008. A previsão é mantida pelo Banco Central (BC), mesmo com certa desaceleração no ritmo de crescimento dos empréstimos verificada nos últimos dois meses.

Valor Online |

O apetite das empresas por crédito continua forte, evoluindo cerca de 40% a taxas anualizadas.

Depois de atingir 33,5% em 12 meses até junho, o ritmo de crescimento do volume global de crédito - incluindo pessoa física e jurídica - caiu para 32,8% em julho, e para 31,8% até agosto. O estoque chegou a R$ 1,11 trilhão, atingindo a marca recorde de 38% do PIB.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, admitiu que há "certa acomodação" nesse ritmo de crescimento, mas destacou que "o cenário de crise externa já era levado em consideração" para o comportamento geral do crédito no ano.

Segundo ele, o BC mantém a meta de 40% do PIB para os empréstimos bancários no ano, porque esse patamar seria atingido mesmo se o crescimento anualizado ficasse entre 22% e 25%.

"A taxa até agosto ficou em 38%, com um patamar muito forte no crescimento mensal do crédito das empresas de 40%", comentou. "Portanto, a meta será atingida", ele explicou.

Altamir destaca ainda que a retração na trajetória de evolução do crédito a pessoas físicas, de 34,1% em 12 meses até março para 29,2% em agosto pela mesma base de comparação, contribuiu para a desaceleração no ritmo do crédito global.

Além do encarecimento geral do crédito que espanta as famílias, um dos fatores foi o "esgotamento" dos empréstimos consignados em folha, que já não crescem a mais de 3% por mês, como antes. Para os bancos, o custo médio de 2,1% mensais tornou o consignado desinteressante, diante da nova escalada da taxa básica de juros após abril.

Mas Lopes aponta que ainda há forte escoamento de crédito via leasing, mais barato que as linhas tradicionais, para aquisição de veículos por pessoas físicas.

A tomada de crédito passou a ser mais intensa pelas empresas, com o refluxo no boom das captações por abertura de capital em 2007. A taxa de crescimento dessa carteira em 12 meses subiu de 32,9% em janeiro para 41,3% em junho. Caiu para 40,7% em agosto, mas com incremento de 3,1% sobre o mês anterior.

O BC aponta que as linhas de capital de giro representam 52% do crédito referencial destinado a empresas, com alta de 81,2% em 12 meses até agosto. As operações de conta garantida (cheque especial) tiveram aumento mensal de 4,3% acumulando alta de 35,8% em 12 meses.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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