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Crise não deve limitar aumento da produção de etanol, diz Tolmasquim

RIO - O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, não acredita que a crise financeira internacional vá afetar o crescimento da produção de etanol no Brasil. Para ele, grande parte dos investimentos previstos até 2017 já está em construção, além do que o produto deverá continuar sendo atrativo para os investidores.

Valor Online |

"Não acredito em escassez (de álcool). A perspectiva de demanda é muito forte, já que o etanol continuará atrativo para o consumidor. Não acho que a crise internacional vá alterar essa expectativa de expansão", ressalta Tolmasquim.

O estudo apresentado hoje pela EPE mostra que deverão ser erguidas 246 usinas produtoras até 2017, das quais 46% já estão em construção. Em média, o custo de uma usina gira em torno de R$ 100 milhões para uma unidade com capacidade de produção de 300 milhões de litros por ano.

Tolmasquim lembra que o estudo apresentado hoje mostra que a demanda inicialmente esperada para 2030 deverá ser atingida já em 2017, quando a EPE projeta mercado interno mais exportações de 63,9 bilhões de litros de consumo de álcool combustível. No plano divulgado no ano passado, a previsão era de demanda de 39,6 bilhões de litros em 2016 e 44 bilhões de litros para 2017.

O salto esperado para a demanda - e conseqüentemente para a produção - não significa, segundo Tolmasquim, avanço sobre fronteiras ecológicas. O presidente da EPE voltou a afirmar que o crescimento necessário da área plantada de cana-de-açúcar para que se atinja a produção estimada de álcool pode se dar sobre terras hoje disponíveis para a pecuária extensiva.

Atualmente são utilizados no país 7 milhões de hectares por plantações de cana. Desse total, 3,5 milhões de hectares são destinados para produção de etanol. Para que a oferta de álcool em 2017 chegue ao volume esperado de demanda, serão necessários 9,7 milhões de hectares daqui a dez anos destinados a cana para produção de etanol.

Segundo Tolmasquim, os 220 milhões de hectares destinados ao gado poderiam ser reduzidos em 50 milhões a 70 milhões de hectares se a atual razão média de um boi por hectare no país fosse reduzida para a média observada em São Paulo, de 1,4 boi por hectare. "A terra não é um limitador dessa expansão da produção", afirma Tolmasquim.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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