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Crise não deve alterar hábitos de consumo de 46% da população, diz CNI/Ibope

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 75% da população tem conhecimento da crise financeira mundial, enquanto 23% ouviram falar dela pela primeira vez ao serem entrevistados. O restante não soube ou não quis responder. Dentre os que estão informados sobre a crise, 8% afirmaram que ela é ¿muito grave¿ ou ¿grave¿, contra 9% que a consideram ¿pouco¿ ou ¿nada grave¿. Em contrapartida, mais da metade dos entrevistados, 56%, acham que o País será pouco prejudicado pelas turbulências do mercado.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

 

A percepção da crise e suas consequências, mostra a pesquisa, é maior entre os eleitores com nível superior e renda familiar acima de cinco salários mínimos. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de dezembro, com 2.002 eleitores de 141 municípios. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

A maioria dos entrevistados pela pesquisa CNI/Ibope, 61%, ainda não sentiram os efeitos concretos da crise, contra 29% que afirmam já sentir no dia-a-dia os efeitos dela. Outros 46% dizem que não alteraram nem pretendem alterar seus hábitos de consumo frente ao problema.

Dentre os que já sentiram os efeitos da crise, 26% sentiram dificuldades em pagar dívidas; 21% perceberam o aumento da taxa de juros para comprar bens de consumo duráveis; 16% perderam ou conhecem alguém que perdeu o emprego; enquanto 14% enfrentaram dificuldade para conseguir financiamento.

Políticas do governo

A população também mostra apoio às políticas econômicas adotadas desde deflagrada a crise, umas vez que a maioria dos entrevistados, 62%, avaliam como ótimas ou boas as medidas tomadas até agora no combate à crise. A pesquisa apurou que 51% apostam que ela estará superada em 2009.

Porém, apenas 43% da população acredita no preparo do Brasil para enfrentar a crise. Ainda, 22% acham que o Brasil não mudou sua estratégia em relação a crises anteriores, enquanto outros 22% acham que a economia nacional está menos preparada do que em anos passados.

"A crise é um dos fatores novos que ajudam a reforçar a avaliação positiva do governo. Uma parcela muito expressiva tem conhecimento da crise, uma parte grande acha que ela é grave e ainda assim, 62% avaliam que o governo está tomando medidas corretas, observa o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita.

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