Miami, 17 nov (EFE) - A companhia finlandesa Nokia prevê que a crise financeira global não terá um forte impacto na indústria da telefonia celular da América Latina e previu que esta seguirá crescendo em 2009. Somos otimistas quanto a um crescimento relativamente sustentado da indústria em 2009. É preciso ter cautela devido à situação da economia mundial, mas pensamos que (o setor) não vai receber um impacto muito forte, disse hoje Olivier Puech, vice-presidente da Nokia América Latina.

Os países que registrarão um aumento da telefonia celular no ano que vem são Brasil e México, pelos níveis de penetração, que ainda são baixos, e por suas economias sólidas.

Além disso, outros destaques serão Guatemala, Peru e algumas ilhas do Caribe, disse Puech em uma mesa-redonda denominada "Tendências América Latina" organizada pela empresa em Miami.

Segundo ele, Brasil e México são os principais mercados da região, lugar que ocupam devido a que as suas populações representam 60% do total da América Latina.

Puech destacou que, devido a isso, sua taxa de penetração é "realmente baixa, de em torno de 70%, o que significa que têm uma grande capacidade para crescer".

Até 2012, estima-se que haverá 468 milhões de assinantes de telefonia celular na América Latina, frente aos 363 milhões de 2007.

Quanto às tendências, ele destacou que a América Latina está criando mudanças significativas no mercado graças à incorporação de novas tecnologias nos telefones celulares. EFE so/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.