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Crise não afetará fortalecimento do Brasil como exportador, diz estudo

Brasília, 30 out (EFE) - O Brasil prevê um fortalecimento de sua posição de grande exportador agropecuário na próxima década, apesar da incerteza gerada pela crise global, afirma o estudo Projeções do Agronegócio Brasil 2008/2009 a 2018/2019, apresentado hoje pelo Ministério da Agricultura. Em 2018, as exportações brasileiras de carne de frango representarão 89,7% do comércio mundial, as de carne bovina, 60,6%, e as de suína chegarão a 21%. Isso fortalecerá a posição do país de maior fornecedor deste tipo de produtos.

EFE |

Além disso, o Brasil será responsável por 40% das vendas mundiais de soja, 73,5% de óleo de soja, 21,4% de milho e 74,3% de açúcar.

O Brasil é atualmente o maior exportador mundial de produtos como carne bovina, de frango, soja, café, suco de laranja, açúcar e de etanol de cana-de-açúcar, usado como combustível.

Para alcançar os números indicados no estudo, o país deverá elevar a produção de carnes em 51%, até 12,6 milhões de toneladas, e a de grãos em 28,7%, até 180 milhões de toneladas em 2018-2019.

A soja, com um aumento de 34%, até 80,1 milhões de toneladas, e o milho, com um crescimento de 25%, até 73,2 milhões de toneladas, continuarão sendo os principais produtos agrícolas do país nas exportações de 2018-2019, segundo o estudo.

A produção de etanol alcançará os 58,8 bilhões de litros, com um crescimento de 173,7% em relação a este ano, enquanto as exportações aumentarão até 8,9 bilhões de litros ao ano.

Para alcançar estas metas, o setor agrícola deverá se apoiar no aumento da produtividade, já que a área de cultivo se estenderá a um ritmo menor, segundo o mesmo estudo.

Os cultivos ganharão 15,5 milhões de hectares de terrenos agora virgens ou improdutivos, que se somarão aos cerca de 47,25 milhões de hectares atualmente dedicados a atividades agrícolas.

O ministério advertiu de que as projeções, baseadas em modelos de séries temporárias, podem ser influenciadas e profundamente alteradas por fatores como uma recessão mundial, o aumento do protecionismo ou por mudanças climáticas graves. EFE mp/db

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