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Crise mundial pode cortar 51 milhões de empregos, prevê OIT

Por Laura MacInnis GENEBRA (Reuters) - Até 51 milhões de postos de trabalho podem desaparecer neste ano em decorrência do desaquecimento econômico global, que se converteu numa crise global do emprego, segundo informou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta quarta-feira.

Reuters |

A agência das Nações Unidas afirmou que, dentro do cenário mais otimista, este ano pode contabilizar 18 milhões de desempregados a mais que no final de 2007, com índice mundial de desemprego de 6,1 por cento.

A previsão mais realista, segundo a OIT, é que outros 30 milhões de pessoas percam seus empregos se a turbulência financeira persistir durante 2009, elevando o índice de desemprego mundial para 6,5 por cento, comparado com 6 por cento em 2008 e 5,7 por cento em 2007.

No pior cenário econômico possível, segundo o relatório Tendências Globais do Emprego, outros 51 milhões de postos de trabalho podem ser perdidos até o fim deste ano, resultando num índice global de desemprego de 7,1 por cento.

"Se a recessão se aprofundar em 2009, conforme muitas previsões, a crise mundial dos empregos vai se agravar acentuadamente", informou o relatório. "Podemos prever que, para muitos dos que conseguirem conservar seus empregos, seus ganhos e outras condições de trabalho vão piorar."

A Caterpillar, a Sprint, a Philips, a Texas Instruments e a ING estão entre as empresas que vêm cortando milhares de vagas de trabalho em resposta à crise financeira e recessão econômica que vêm se espalhando pelo mundo.

A estimativa anterior da OIT sobre o desemprego, divulgada em outubro, era que 20 milhões de empregos desapareceriam até o final de 2009 em decorrência da crise financeira.

INFRAESTRUTURA AJUDA

De acordo com a OIT, comandada por uma estrutura que inclui governos, empregadores e grupos representativos dos trabalhadores, os países em desenvolvimento serão os mais duramente atingidos pelas perdas adicionais de empregos.

"A África subsaariana e o sul da Ásia se destacam como regiões com condições muito difíceis em seus mercados de trabalho e com as maiores parcelas mundiais de trabalhadores pobres", disse o relatório.

De acordo com estimativas da OIT, o norte da África e o Oriente Médio tinham os maiores índices de desemprego no final de 2008, respectivamente 10,3 por cento e 9,4 por cento.

A Europa central e do sudeste e os ex-Estados soviéticos terminaram o ano passado com índice de desemprego de 8,8 por cento, a África subsaariana com 7,9 por cento e a América Latina com 7,3 por cento. A Ásia oriental tinha a melhor situação mundial, com 3,8 por cento de desemprego.

A maior parte da geração de empregos em 2008 aconteceu no sul, sudeste e leste da Ásia, enquanto as economias desenvolvidas e a União Européia perderam cerca de 900 mil postos de trabalho.

A OIT disse que projetos de obras governamentais, como os anunciados recentemente na Argentina, podem ajudar a gerar e manter empregos até o setor privado começar a se recuperar.

A construção e recuperação de infraestrutura pública, como estradas, pontes, escolas, hospitais e prédios públicos, pode ser especialmente útil em países mais pobres com altos índices de desemprego.

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