BRASÍLIA - O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou nesta quarta-feira, a pedido do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o aumento no número de parcelas do seguro-desemprego, que passará de cinco para sete meses de benefício. Mas a medida só terá efeito sobre os trabalhadores que atuam nos setores mais afetados pela crise financeira global.

O ministro disse ainda que se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliar como necessário, o pagamento pode chegar a 10 meses, o que seria feito por meio de uma Medida Provisória (MP). Ele rejeitou a possibilidadede de uma redução no valor do benefício. Segundo Lupi, a proposta não tem a aprovação do seu ministério. O valor máximo pago atualmente é de R$ 870,01.

Setores afetados pela crise

Só vão ser beneficiados os setores que estão em situação crítica quanto às demissões ocorridas em dezembro, janeiro e fevereiro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O ministro citou como exemplo os setores de siderurgia e de mineração. "Não podemos fazer aleatoriamente, pois podem ocorrer solicitações indevidas. Alguns setores como construção civil e serviços já estão revertendo a situação", explicou Carlos Lupi.

O ministro lembrou que os dados de empregabilidade de janeiro são negativos, mas "infinitamente" melhores que os de dezembro.

Em outra medida o conselho autorizou a liberação de R$ 200 milhões para o capital de giro das revendedoras de carros usados.

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