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Crise leva Ford a repensar estratégia para mercado americano

Washington, 24 jul (EFE).- A Ford considera que a crise no setor de automóvel nos Estados Unidos modificou radicalmente o mercado e confirmou hoje que apostará seu futuro em carros pequenos de estilo europeu para reavivar seus negócios no país.

EFE |

A decisão foi anunciada hoje de forma oficial ao mesmo tempo em que a companhia automobilística americana revelou que durante o segundo trimestre do ano perdeu US$ 8,7 bilhões, principalmente devido à queda das vendas nos EUA.

O número é a maior perda trimestral desde a fundação da fabricante, que estes dias celebra o 100º aniversário do lançamento do famoso Modelo T, que iniciou a popularização do automóvel.

A aposta da equipe comandada pelo executivo-chefe Alan Mulally é arriscada.

No passado, os fabricantes americanos tentaram importar nos EUA modelos desenhados para os mercados europeus e asiáticos, mas não tiveram êxito.

Desta vez, estimulada pelas grandes perdas, pela crise econômica nos EUA e pelos elevados preços da gasolina, a Ford está convencida de que é a melhor estratégia para sair do buraco, no qual também estão os dois outros fabricantes americanos, General Motors e Chrysler.

"O que é realmente diferente agora em relação ao passado é o fato de que os preços da gasolina nos EUA subiram tanto que os consumidores realmente valorizam veículos menores e eficientes", afirmou Mulally em coletiva de imprensa.

Mulally, que em 2006 chegou à Ford procedente da Boeing para reestruturar a empresa, acrescentou que a fórmula funcionou em outros mercados.

"Vimos o êxito disto na Europa e no resto do mundo, o que nos dá muita confiança. É uma oportunidade de tirar partido de nossos ativos globais e proporcionar aos consumidores americanos o que realmente querem", explicou o diretor.

Apesar do otimismo que os diretores quiseram demonstrar em um dia marcado por perdas, as perspectivas para o mercado americano são pessimistas.

"Nossa previsão é de que a economia americana não começará a se recuperar no ano 2009, mas em princípios de 2010", reconheceu Mulally.

Isto influirá nos planos da fabricante que tinha antecipado sair dos números vermelhos em 2009.

Mulally e o presidente da Ford no continente americano, Mark Fields, também reconheceram que a fabricante considera que as vendas de grandes caminhonetes, que até agora tinham sido a principal fonte de receita para Detroit, "vai se recuperar embora não voltará aos níveis que tivemos no passado".

Por isso, Mulally disse que o plano da Ford "é continuar melhorando a produtividade e reduzir os custos com estas ações ano após ano".

Para conseguir seus objetivos, a Ford deve introduzir no mercado americano durante os próximos anos seis veículos europeus, aumentar a produção de motores de quatro cilindros e acelerar a introdução do motor EcoBoost, que proporciona 20% de economia de consumo em relação a modelos similares.

Além disso, a Ford vai reduzir a produção de caminhonetes e pickups na América do Norte, dedicando três fábricas que nestes momentos montam este tipo de veículos à produção de carros pequenos.

As fábricas afetadas por esta mudança são a do estado de Wayne (EUA), que atualmente produz os carros Ford Expedition e Lincoln Navigator, a montadora mexicana de Cuautitlán, que começará a produzir o novo Ford Fiesta no início de 2010, e a da cidade americana de Louisville, no Kentukcy.

Fora dos EUA, a situação é melhor. Na América do Sul, a Ford ganhou US$ 388 milhões durante o segundo trimestre, US$ 133 milhões a mais que em 2007, após ter entrada de US$ 2,4 bilhões.

Na Europa, o lucro foi de US$ 582 milhões (US$ 262 milhões há um ano), com a entrada de US$ 11,5 bilhões (contra US$ 9,2 bilhões em 2007).

Nos países da Ásia-Pacífico e na África, os lucro ultrapassaram os US$ 50 milhões, comparados aos US$ 26 milhões em 2007, com renda de US$ 1,7 bilhão. EFE crd/ab/rr

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