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Crise leva estrangeiro a resgatar US$ 5,2 bi de aplicações no mês

BRASÍLIA - A secura na liquidez internacional já levou os investidores estrangeiros a retirarem US$ 5,2 bilhões do país apenas neste mês de outubro até esta quinta-feira. Das aplicações externas em ações saíram US$ 4,398 bilhões, enquanto os investimentos em renda fixa registram perda líquida de US$ 842 milhões, informou o Banco Central (BC).

Valor Online |

Essas aplicações de curto prazo refletem o impacto imediato da crise financeira internacional, explicou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Outro reflexo é nas linhas externas de curto prazo, destinadas ao financiamento de comércio exterior.

Os dados da autoridade monetária para setembro mostram que o fluxo mensal desses empréstimos de curto prazo foi negativo em US$ 1,019 bilhão. E acumulavam no ano US$ 3,98 bilhões positivos, com forte indicação de que essa conta pode fechar o ano com fluxo negativo. Em igual período de 2007, as linhas de curto prazo registravam fluxo positivo de US$ 18,02 bilhões.

Segundo Lopes, a escassez de crédito chegou a se refletir no saldo das contratações de câmbio. Na última segunda-feira, dia 20, o câmbio comercial contratado nos bancos teve saldo negativo de US$ 13 milhões, ante operações de exportação de US$ 524 milhões e de importações em US$ 537 milhões. No dia seguinte, após o leilão de US$ 1,6 bilhão feito pelo BC com destino ao financiamento do comércio exterior, o saldo voltou a ser positivo em US$ 277 milhões.

Para as aplicações dos investidores externos, o quadro piorou neste mês. Mais que dobraram os resgates de investimentos em ações até hoje, em relação à saída líquida de US$ 1,877 bilhão em setembro. E os papéis de renda fixa tiveram aporte líquido de US$ 632 milhões no mês passado.

Para o técnico do BC, a decisão do governo de zerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incidia no ingresso de aplicações externas em renda fixa, pode "minimizar" as retiradas, e até incentivar um retorno dessas aplicações. A última posição negativa desses investimentos foi em novembro de 2007, com saída de US$ 103 milhões.

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