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Crise leva BCs mundiais a já falar em desaceleração substancial

Waldheim García Montoya. São Paulo, 10 nov (EFE).- As principais autoridades monetárias do mundo concordaram hoje em São Paulo que no próximo ano haverá uma desaceleração substancial do ritmo de crescimento da economia global devido à crise financeira internacional.

EFE |

"Vamos ter uma conjuntura de desaceleração substancial em 2009, inclusive com uma contração nos países industrializados, e os emergentes vão crescer em taxas menores", declarou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, após fechar a reunião bimestral do Banco para Pagamentos Internacionais (BIS, na sigla em inglês).

O BIS é uma organização que promove a cooperação monetária e financeira internacional, e serve de banco para as autoridades monetárias.

É integrado por 55 países e foi criado em 17 de maio de 1930, o que o leva a ser considerado a instituição financeira internacional mais antiga do mundo.

Meirelles, que falou em nome da organização, assinalou que o chamado "banco central dos bancos centrais", que se reúne uma vez por ano fora de sua sede da cidade na Suíça, abordou nesta reunião a situação econômica atual, a integração nas Américas e no mercado cambial.

A entidade concluiu em sua reunião a portas fechadas que "a situação dos mercados melhorou em relação ao começo de outubro", segundo disse Meirelles em coletiva de imprensa.

Porém, ressaltou que "ninguém é invulnerável à crise" e que há evidências de problemas "nos canais de crédito".

O brasileiro, com essa postura, concordou com o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que também defendeu, na mesma reunião, a independência das autoridades monetárias na adoção de medidas de acordo com suas "particularidades".

"Não estamos todos na mesma situação, pois alguns têm uma boa gestão das expectativas inflacionárias e outros ainda têm que lidar com as pressões inflacionárias", declarou Trichet.

O número um do BCE admitiu a existência de "turbulências e tensões financeiras mundiais que são fortes e se intensificaram", mas ressaltou que perante "uma desaceleração econômica global" se deve adotar "uma política monetária" que leve em conta a situação de cada país.

Nesse sentido, Meirelles manifestou que em algumas nações "se justifica o corte de juros, mas as ações coordenadas vão em sentido da gestão de liquidez, que é algo muito diferente de uma política monetária".

"Cada país adota medidas convenientes para sua economia. Medidas anticíclicas, mas o Brasil está enfrentando a situação em um panorama relativamente melhor", acrescentou.

Enquanto União Européia, Reino Unido e Estados Unidos anunciavam nas últimas semanas cortes históricos em suas taxas de juros, as no Brasil se mantinham em 13,75% anual.

Meirelles também expressou que "há consenso em que deve haver mudanças" nos principais organismos financeiros internacionais, embora "falte definir que tipo de mudanças" serão adotadas.

Os altos representantes dos bancos centrais, a metade dos quais participou este fim de semana na reunião do G20 - que reúne nações emergentes e desenvolvidas - em São Paulo, respaldaram, além disso, o documento final emitido pelo bloco.

"O comunicado do G20 foi cuidadosamente discutido e aprovado, e expressa com clareza a posição que todos os países devem adotar políticas fiscais que sejam adequadas à situação de cada país", detalhou Meirelles.

Os ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos membros do G20 defenderam no domingo uma reforma da arquitetura financeira internacional que abra mais espaço para os países emergentes, assim como uma resposta coordenada à crise mundial. EFE wgm/rr

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