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Crise já causou perdas de US$ 32 tri nas bolsas no mundo, diz BC

BRASÍLIA - Desde a falência do banco Lehman Brothers, em meados de setembro, a destruição de riquezas nas bolsas em todo o mundo já soma US$ 32 trilhões. A informação é do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, que apontou ainda que as perdas do sistema bancário chegam a US$ 700 bilhões.

Valor Online |

No Brasil, Meirelles informa que, até ontem, o BC já liberou R$ 51 bilhões em depósitos compulsórios para irrigar o sistema financeiro e garantir sua liquidez.

Ele apresentou esses números durante depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. De acordo com ele, as perdas dos bancos foram mais elevadas nos EUA, que respondeu por 63% do prejuízo total com a crise até agora, enquanto as instituições européias perderam 33% e as asiáticas os 4% restantes.

Meirelles citou mais uma vez que as intervenções governamentais dos países desenvolvidos em socorro a bancos já somam o equivalente a US$ 595 bilhões. A maior parcela desse valor foi gasta pelos EUA: US$ 250 bilhões.

Ao traçar um panorama sobre a crise financeira atual, o presidente do BC apontou duas diferenças em relação ao crash de 1929. Segundo ele, há duas novidades no cenário atual: o tamanho ainda não dimensionado da volatilidade desta crise e o prejuízo que ela causou a empresas da economia real.

Meirelles também citou a elevação do nível de risco dos países emergentes desde junho do ano passado, início da crise do setor imobiliário norte-americano. O risco Brasil, afirma, subiu nesse período para uma média de 436 pontos. Esse número, contudo, ainda é inferior ao de países como a Venezuela, cujo risco é avaliado em 2.137 pontos, e Argentina, que tem taxa de risco de 3.489 pontos.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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