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Crise já afeta vendas de papéis do Tesouro

A crise financeira global tem dificultado a venda de títulos prefixados do Tesouro Nacional (cuja remuneração é firmada no ato da compra) e levado investidores estrangeiros a se desfazerem desses papéis. O coordenador de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Guilherme Pedras, disse que os estrangeiros têm feito vendas pontuais desses títulos com prazos de vencimentos mais longos em função das incertezas no mercado mundial.

Agência Estado |

O Tesouro ainda não sabe se esse movimento reduziu a participação dos estrangeiros no estoque da dívida interna em títulos no mês de setembro, quando houve o agravamento da crise. A parcela de títulos nas mãos de estrangeiros vem subindo nos últimos 12 meses e representou 7,37% do total da dívida em agosto.

Em outro efeito da crise, a alta do dólar elevou em 14,58% a dívida externa do governo federal de R$ 96,32 bilhões, em agosto, para R$ 110,36 bilhões em setembro. Apesar do aumento, o coordenador de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, Otavio Ladeira, avaliou que a desvalorização do real frente ao dólar contribui para a redução da relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB). "Esse é o indicador mais relevante para as contas públicas", destacou.

A dívida líquida se reduz com a alta do câmbio porque os ativos em dólar do País, como as reservas internacionais, são bem superiores aos passivos. Segundo estimativas do BC, em setembro, a dívida líquida do setor público deve cair para 38,9% do PIB.

Por causa da crise, o Tesouro tem tido dificuldade para ofertar alguns tipos de papéis e reduziu a oferta de títulos em setembro. Dados divulgados ontem mostram que o estoque da dívida pública interna em setembro ficou estável, em R$ 1,224 trilhão, porque o Tesouro resgatou R$ 12,8 bilhões a mais do que emitiu de títulos. A dívida só não caiu em relação a agosto por causa da incorporação de R$ 14,36 bilhões em juros ao estoque.

Se por um lado caiu a procura por papéis prefixados, a procura por títulos corrigidos pela inflação medida pelo IPCA (NTN-B) está alta.

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