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Crise internacional não afeta Positivo Informática, diz presidente

SÃO PAULO - Até o momento, a crise financeira internacional não afetou em nada as atividades da Positivo Informática, afirmou hoje seu presidente, Hélio Rotenberg. A empresa, maior fabricante de PCs do Brasil, estaria totalmente imune aos problemas do mercado externo e às variações da Bolsa de Valores de São Paulo, sustentada pela forte demanda por computadores no mercado nacional.

Valor Online |

"O que move o brasileiro a comprar PCs é o crédito e, caso não haja uma crise de crédito no Brasil, não teremos problemas", afirmou Rotenberg. Segundo ele, o país ainda está longe de sofrer com um encolhimento nas linhas de crédito, especialmente no varejo. O fato de muitas varejistas, como a Casas Bahia, utilizarem capital próprio nas operações de crédito ao consumo, afirma, também de certa forma contribui para blindar o mercado, diz Rotenberg.

As redes que podem sofrer algum problema com a crise financeira, caso ela deflagre um problema de crédito no mercado nacional, são aquelas de certa forma ligadas a bancos e instituições financeiras, afirma o executivo.

"Mas estamos muito otimistas em relação à turbulência, e acreditamos que a crise não deve afetar o mercado de crédito, criando dificuldades" para o setor de informática, avalia Rotenberg.

O presidente ainda justifica o desempenho ruim das ações de sua companhia neste ano a uma série de fatores alheios a seu controle. Segundo Rotenberg, no início do ano, houve dúvidas quanto à composição do custo fiscal da empresa após uma interpretação equivocada da mudança na forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em São Paulo para fabricantes de outros estados. Essas dúvidas, explica, levaram investidores a vender muitas ações da companhia, derrubando sua cotação.

"Foi um movimento normal, e que normalmente seria seguido de um reposicionamento dos acionistas. O problema é que, bem nesse período, houve a primeira crise no mercado acionário brasileiro e isso afugentou os investidores", afirma Rotenberg.

Segundo o presidente, mesmo hoje as ações da empresa apresentam características que as colocariam como papéis para retorno em dividendos, não para transações diárias. Ele cita a capacidade de retorno sobre capital investido, a relação entre preço e lucro da ação, que indica valor de 2,5 - ou seja, seriam necessários 2,5 anos para recuperar o dinheiro aplicado.

"Mas o mercado é uma coisa diferente daquela que sabemos fazer. Nós sabemos fabricar computadores, mas ainda estamos aprendendo a mexer com o mercado", afirma o executivo.

"(José Sergio Osse | Valor Online)"

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