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Crise global ameaça jornais gratuitos

Os jornais gratuitos de todo o mundo, especialmente os europeus, atravessam um momento delicado. Reunidos em Madri esta semana, executivos desses jornais discutiram saídas para recuperar o crescimento, em meio a perspectivas nada animadoras.

Agência Estado |

De acordo com Piett Bakker, da Universidade de Amsterdã, especialista em jornais gratuitos, a circulação desses periódicos chegou a um ponto crucial em setembro. Segundo as estatísticas apresentadas por ele, e citadas pelo jornalista Philip M. Stone no site Follow the Media, a circulação de jornais gratuitos na Europa agora é de 27 milhões de exemplares, ou seja, 300 mil a menos do que no final de 2007. Não é uma queda considerável, mas é uma queda.

Durante o congresso, Bakker disse que essas publicações são "extremamente vulneráveis a uma recessão", e que as que dependem exclusivamente da publicidade e não pertencem a importantes grupos editoriais, em condições de absorver os prejuízos e oferecer propostas de publicidade conjunta, serão as que mais sofrerão com a atual crise financeira global.

De acordo com o Follow the Media, Bakker afirmou que a situação ainda não é desesperadora. A circulação global até subiu 2%, por causa dos lançamentos sul-americanos e asiáticos, disse. Em termos globais, há hoje 230 jornais gratuitos em 50 países, com uma circulação diária total de 43 milhões. Mas somente a Europa apresenta 63% da circulação mundial desses jornais, com 120 títulos em 32 países, representando 23% da circulação de jornais da Europa.

De acordo com Philip Stone, a Metro International, a maior editora mundial de jornais gratuitos, enfrenta atualmente graves dificuldades. A Metro afirma ter 20 milhões de leitores para seus vários jornais gratuitos publicados em mais de 154 cidades em 20 países, cerca de 45% do total global de leitores de jornais gratuitos. No entanto, não está tendo nenhum lucro.

A empresa, que registrou prejuízos de 1,9 milhão no segundo trimestre, em comparação com um lucro de 1 milhão no mesmo período do ano passado, teve de fechar as operações deficitárias - sua franquia croata fechou este mês -, e há mais de um ano vem tentando transferir suas publicações deficitárias americanas em Filadélfia, Nova York e Boston.

Para melhorar os resultados finais, a companhia concluiu a venda de uma participação de 35% em sua subsidiária sueca para a Schibsted por 35 milhões, e vendeu 24,5% do metroXpress na Dinamarca para a JP/Politiken, em troca do jornal 24 Timer, da JP/Politiken, que foi transferido para o Metro Group. Por outro lado, recentemente elevou sua participação em sua sociedade mexicana até o limite legal de 49%.

Segundo o Follow the Media, em Londres, continua com força total talvez a maior guerra entre jornais gratuitos da Europa, mas somente porque ambas as editoras envolvidas têm consideráveis recursos e nenhuma das duas ainda deu sinal de arrefecer. O thelondonpaper, de Rupert Murdoch, distribui 500 mil cópias toda tarde, e o London Lite, da Associated Newspapers, distribui cerca de 400 mil.

Portanto, não chega a surpreender que o Evening Standard, publicação paga da Associated, esteja sofrendo todo o impacto, e sua circulação só se mantenha ao nível aceitável de 279 mil exemplares porque vende 45% das edições para instituições como hotéis e companhias aéreas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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