Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Crise financeira mundial faz economia chinesa crescer menos em 2008

Pequim, 22 jan (EFE).- A crise financeira mundial influiu de forma negativa na economia chinesa no último trimestre de 2008, no qual alcançou um crescimento de apenas 6,8% que levou a média anual para 9%, a mais baixa desde 2001.

EFE |

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, já anunciou esta semana que este ia ser o pior ano do século atual para a China até agora, previsão que os números de 2008 confirmaram.

"O quarto trimestre representou graves obstáculos e dificuldades, mas são temporários. Como o forte frio que temos nesta manhã, não vai durar para sempre", declarou Ma Jiantang, diretor do Bureau Nacional de Estatísticas.

Ma explicou as dimensões da crise, "cada vez mais profunda e extensa", de modo que seu efeito na economia chinesa prossegue.

Apesar das informações do final de 2008, o diretor expressou sua confiança, pois os resultados mostram ainda um crescimento "estável e rápido", superior ao do resto do planeta.

Entretanto, as consultoras internacionais estão qualificando o 6,8% do último trimestre como péssimo, abaixo do previsto e um ponto de inflexão na economia chinesa, e isto considerando que os números chineses sempre recebem uma camada de "maquiagem" oficial para não criar alarme.

Embora os líderes do regime chinês tenham reiterado nos últimos anos que o objetivo era basear o crescimento na demanda interna, como reiterou hoje Ma, o certo é que o crescimento chinês era insustentável por se basear no externo: investimentos e exportação.

Como conseqüência, as crises simultâneas nos Estados Unidos, na União Europeia (UE) e no Japão, os três principais mercados da China, forçaram o fechamento de mais de 670.000 fábricas no país asiático e provocaram a implosão de sua bolha imobiliária.

Esta situação se espalhou da crise financeira global até às pequenas empresas exportadoras, daí alcançou as grandes companhias e depois o resto da economia, explicou hoje o Ma.

Ou seja, os tradicionais riscos para o Governo do Partido Comunista da China (PCCh) vão aumentar: deflação, aumento das diferenças entre ricos e pobres e, portanto, protestos contra o poder.

Ontem mesmo foi publicada a taxa de desemprego oficial, também maquiada, já que não inclui os 200 milhões de imigrantes rurais que trabalham nas cidades.

O Ministério de Recursos Humanos calcula que cerca de 6 milhões de imigrantes perderam seus empregos, aos quais é necessário acrescentar os desempregados "oficiais", isto é, os registrados, que somam 8,86 milhões.

A taxa oficial de desemprego urbano, sem incluir camponeses e imigrantes, alcançou seu máximo desde 2003 em dezembro, 4,2%, em comparação ao 4% de outubro. Porém, um estudo da Academia Chinesa de Ciências Sociais situa esta taxa em 9,4%, incluindo os 200 milhões de excluídos.

Além disso, outros 6 milhões de formados se unirão este ano a esta cifra.

Portanto, a previsão de desemprego que o Governo estabeleceu para este ano é de 4,6%, a pior desde 1980.

O fechamento de linhas de produção foi produto de um crescimento da produção industrial de 12,9% em 2008, em comparação ao 18,5% do ano anterior.

A China está perto de chegar ao fundo do poço, segundo as consultoras internacionais, que esperam 4% de crescimento no primeiro trimestre e 6% no segundo.

Apenas no segundo semestre do ano é que o pacote de estímulo do Governo - de 4 trilhões de iuanes (US$ 585 bilhões) para infraestrutura e gastos sociais - começará a tirar a China do atoleiro, uma tendência iniciada em dezembro. EFE mz/fal

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG