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Crise financeira já afeta mercado mundial de celulares, diz IDC

SÃO PAULO - A crise financeira global já foi sentida no mercado mundial de celulares no terceiro trimestre deste ano. Segundo a consultoria IDC, as vendas subiram apenas 3,2% no período, em relação ao mesmo trimestre do ano passado, enquanto recuaram 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Valor Online |

No total, foram vendidos 299 milhões de aparelhos entre julho e setembro. Historicamente, esse período é marcado por uma aceleração na produção, para atender os pedidos do final de ano. A redução em comparação aos três meses anteriores, portanto, indica os primeiros efeitos da crise no setor. Em geral, na comparação anual, o ritmo de expansão nas vendas fica próximo a 20%, afirma o IDC.

"Os fabricantes de celulares sentiram a pressão da debilidade econômica no terceiro trimestre de 2008 e, como resultado, as vendas em unidades e valores caíram indiscriminadamente", afirmou o analista de pesquisa do Estudo Trimestral de Telefones Móveis do IDC, Ryan Reith. "Houve dois sinais de esperança, de dois dos principais atores desse mercado, durante o terceiro trimestre. Em primeiro lugar, como era esperado e agora confirmado, a Apple apresentou um trimestre muito bem sucedido e está no caminho para superar sua estimativa inicial de vendas para 2008. Em segundo lugar, o executivo-chefe da Nokia, Olli-Pekka Kallasvuo anunciou uma perspectiva positiva para 2008, apesar do terceiro trimestre difícil. Isso é o positivo para toda a indústria uma vez que a Nokia ocupa a liderança desse mercado já há um bom tempo", acrescentou.

Outro fator que deverá afetar o setor no próximo trimestre, segundo o IDC, é a queda no preço médio de venda dos celulares. Com a competição mais acirrada no período de final de ano por conta da retração na demanda, a expectativa é de um trimestre de negócios mais fracos. Para o ano que vem, a expectativa é por ritmo de negócios ainda menor e competitividade ainda maior.

Segundo a consultoria, porém, nem tudo é má notícia. Embora o mercado de celulares comuns tenha apresentado crescimento fraco, o de telefones inteligentes (smartphones) registrou forte expansão. Um dos motivos para isso foi a apresentação do iPhone com tecnologia de terceira geração (3G), da Apple. Esse lançamento não foi "apenas um grande passo para a Apple, mas levantou a procura por smartphones em geral", afirmou o analista de Tecnologia e Tendência em Aparelhos Móveis do IDC, Ramon Llamas. "Adicione a isso a atenção criada pelo G1, com sistema operacional do Google, e os smartphones de repente se encontram na posição de aparelho desejado não apenas por consumidores cativos como por aqueles de primeira viagem", afirma Llamas.

Segundo o IDC, a Nokia se manteve como líder do mercado, com vendas maiores do que as dos outros três principais concorrentes combinadas. No total, a companhia comercializou 117,8 milhões de unidades entre julho e setembro, 5,5% mais que no mesmo período do ano passado, o que a garantiu uma participação de 39,4% no mercado, ante 38,6% no ano anterior.

A segunda colocação do ranking ficou com a sul-coreana Samsung, que obteve 17,3% do mercado - 3,4 pontos percentuais a mais que no ano anterior - ao vender 51,8 milhões de celulares, 21,6% mais que em 2007. A Sony Ericsson ficou praticamente estável no terceiro trimestre, tendo vendido 25,7 milhões de aparelhos, numa queda de 0,8% ante o mesmo trimestre do ano passado. Sua participação, por conta disso, caiu de 8,9% para 8,6% no período.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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