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Crise financeira força HBOS a negociar sua venda para Lloyds TSB

Pablo Domínguez. Londres, 17 set (EFE).- A crise financeira que está causando estragos em todo o mundo e levou à quebra do banco americano Lehman Brothers forçou o britânico Halifax Bank of Scotland (HBOS) a negociar sua venda para o Lloyds TSB, do mesmo país.

EFE |

O HBOS, maior entidade hipotecária do Reino Unido, comunicou hoje à Bolsa de Valores de Londres que as duas instituições estão em "negociações avançadas" que podem originar um gigante dos bancos no varejo.

No entanto, o banco explicou que não está certo se tais conversas terminaram com uma oferta por parte do Lloyds TBS.

O HBOS, fruto da fusão em 2001 do Halifax e do Bank of Scotland, viveu hoje um dia de grande volatilidade na bolsa que refletiu a incerteza e as especulações surgidas de sua situação econômica nos últimos meses.

Em março, as autoridades financeiras britânicas anunciaram a investigação de rumores que levaram as ações do HBOS cair até 17%em um único pregão.

A Queda fez soar os alarmes, embora a situação do banco fosse se agravar ainda mais.

As especulações continuaram, pois o banco se viu obrigado a ampliar o capital de 4 bilhões de libras (5,049 bilhões de euros) para melhorar sua liquidez.

Porém, o pior chegaria após a quebra do Lehman Brothers. As ações do HBOS caíram 18% na segunda-feira e 22% na terça-feira, após ter chegado durante o último pregão a mais de 40% de baixa.

As quedas continuaram hoje. No começo da manhã, os títulos do HBOS chegaram a se desvalorizar 50%, para dar uma reviravolta repentina - após a "BBC" revelar a existência das negociações - e ficar em 17%.

Posteriormente, os títulos do banco variaram do positivo para o negativo, tendo perdas de 6,1% às 11h11 (Brasília), enquanto o Lloyds TSB subia 7,15%.

Segundo algumas fontes, as negociações de fusão entre os dois bancos, que pegaram de supresa grande parte da cidade londrina, estão sendo acompanhadas de perto pelo Governo.

A edição digital do "Times" informou que o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, que começou a trabalhar para salvar o HBOS e na última segunda-feira conversou sobre o tema com o presidente do Lloyds TSB, Victor Black, embora fontes do Executivo neguem que ambos tenham definido um plano de resgate.

Algumas fontes disseram que os problemas do HBOS são praticamente uma questão de Estado e que o Ministério da Economia e outras autoridades financeiras do país estão acompanhando as negociações.

Enquanto o HBOS foi bastante afetado pela crise devido à pouca diversificação do seu negócio, o Lloyds TSB resistiu melhor ao impacto e nos últimos meses estudou de forma ativa possíveis compras.

O impacto da crise no primeiro semestre nas contas do Lloyds TSB foi de 585 milhões de libras (738 milhões de euros), contra 1 bilhão de libras (1,261 bilhões de euros) do HBOS.

Caso se chegue a algum acordo, a fusão criaria no Reino Unido um gigante dos bancos no varejo.

O novo banco teria uma bolsa conjunta de hipotecas no valor de 335,1 bilhões de libras (quase 423 bilhões de euros) e dominaria também o mercado de poupanças, ao contar com depósitos de 204 bilhões de libras (257,383 bilhões de euros).

Quanto às possíveis críticas à operação por afetar à concorrência, alguns especialistas acreditam que o Governo está disposto a não atendê-las em prol da estabilidade financeira do país.

Além disso, os sindicatos destacam como "milhares de trabalhadores" das duas instituições financeiras estão preocupados com a fusão, que, segundo fontes, poderia causar pelo menos cinco mil demissões. EFE pdj/rb/rr

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