Os preços do petróleo caíram abaixo dos US$ 90 nesta segunda-feira em Nova York, em consequência do agravamento da crise financeira originada nos Estados Unidos, que gera temores de uma forte desaceleração da demanda de cru no futuro.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em novembro terminou a US$ 87,81, em queda de US$ 6,07, depois de chegar a ser negociado a US$ 87,56, nível que não é registrado desde fevereiro.

"O raciocínio é simples para os investidores: uma contração da economia significa uma diminuição da demanda e, conseqüentemente, dos preços", explicou John Kilduff, da MF Global.

A aprovação pelo Congresso americano na sexta-feira do plano de resgate de US$ 700 bilhões para salvar os bancos não foi o suficiente para tranquilizar os operadores, num momento em que o agravamento da crise na Europa derrubou as bolsas de todo o mundo.

A extensão para a Europa da crise financeira que começou nos EUA reforça a perspectiva de uma desaceleração durável da demanda energética.

"O petróleo registrou um período de alta da demanda sem precedentes, que começou nos Estados Unidos e chegou à China e ao resto do mundo", destacou Phil Flynn, da Alaron Trading.

"A diminuição também começou nos Estados Unidos e seguirá o mesmo caminho", acrescentou.

Segundo estatísticas do departamento de Energia americano, o consumo de produtos petroleiros do país caiu 7,1% nas últimas quatro semanas em relação ao mesmo período do ano passado, a 19 milhões de barris diários.

"O contágio está em marcha. A China não importará gasolina em outubro, pelo segundo mês consecutivo", lembrou Kilduff.

A China é considerada, junto com os grandes países emergentes, como o motor da demanda atual de cru.

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