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Crise financeira atinge com força finanças de estados dos EUA

Fernando Mexía. Los Angeles (EUA), 12 out (EFE).- A crise financeira deixou vários estados americanos praticamente sem liquidez, entre eles a Califórnia, a maior economia do país, que poderá ficar sem fundos para pagar seus serviços públicos antes mesmo do final do mês.

EFE |

Os problemas para ter acesso ao crédito que afetam tanto empresas quanto pessoas físicas reduziram a capacidade econômica das administrações públicas, que já anunciaram aumento de impostos, demissão de funcionários e corte de investimentos em saúde e educação.

A situação, à qual a médio prazo mais da metade dos estados do país (29 dos 50) está exposta, segundo dados do Center on Budget and Policy Priorities, se transformou em uma realidade imediata para a Califórnia.

Na próxima semana, o governo estadual de Arnold Schwarzenegger porá à venda um pacote de bônus com o qual espera obter liquidez suficiente para cobrir suas despesas diárias, mas a crise financeira poderia limitar os lucros da operação projetada por este Governo.

John Chiang, um analista econômico independente do Governo californiano, afirmou que o executivo poderá ficar temporariamente sem liquidez em 29 de outubro, caso a operação de bônus não surta efeito.

Para evitar essa situação, Schwarzenegger enviou na semana passada uma carta ao Tesouro dos EUA solicitando o empréstimo de US$ 7 bilhões dos fundos federais.

"Este não é um problema que fica" restrito "a Washington ou Wall Street, tem conseqüências reais em distritos escolares, na hora de oferecer saúde para os maiores, etc", disse o político californiano, que já autorizou a redução do salário de seus funcionários.

Outra dificuldade enfrentada por Schwarzenegger é o enorme déficit de seu estado, que supera os US$ 15 bilhões, que segue sem solução depois da oposição que sofreu a sua proposta de alta de impostos para este ano.

Além disso, as receitas registradas pelos cofres californianas entre julho e setembro foram inferiores ao estimado pelas autoridades em US$ 1,1 bilhão.

Em outros estados do país, como Massachusetts, as administrações públicas a princípio conseguiram contornar o temporal da escassez de liquidez mediante um empréstimo bancário a juros três vezes superiores aos dos créditos que costuma receber.

A crise não só supôs um problema de financiamento, mas aumentou a demanda por serviços públicos e, portanto, as despesas estaduais, principalmente pelo aumento do número de desempregados que recorrem a ajudas públicas, que continua subindo.

No Tennessee, as autoridades previram um corte de pelo menos dois mil postos de trabalho pelo governo.

Em Illinois, houve uma diminuição dos fundos destinados ao bem-estar infantil, saúde mental e outros serviços aos jovens, enquanto em Rhode Island foi reduzida a verba para educação.

Em Nevada, o estado dos cassinos e onde o Governo não tem impostos estaduais, a receita projetada para o ano fiscal 2008 caiu em relação a 2007 12% no consumo, 31% no caso das taxas por transações imobiliárias e 16% em lucro derivado do jogo.

Como conseqüência, foram feitos cortes nas prestações sociais relacionadas com a saúde e a infância.

Em nível mais local, as Prefeituras adotaram igualmente uma política de poupança, com reduções de despesa orçamentária de 5% em Indianapolis e de 2,5% em Nova York, assim como aumento de impostos.

Segundo um estudo recente do Rockefeller Institute of Government, Arizona, Califórnia, Flórida, Michigan e Rhode Island foram até agora os estados que mais sentiram a crise financeira, embora haja previsões de que os problemas se estenderão em breve a Connecticut, Nova Jersey e Nova York. EFE fm/ab/rr

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