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Crise faz Toyota sofrer primeiras perdas por operação desde 1940

Fernando A. Busca.

EFE |

Tóquio, 22 dez (EFE) - A fabricante de veículos Toyota Motor anunciou hoje em comunicado que neste ano fiscal espera registrar as primeiras perdas por operação desde 1940, no valor de 150 bilhões de ienes (US$ 1,668 bilhão), por causa da crise econômica mundial.

Segundo estes dados, este será o primeiro ano com perdas neste capítulo da companhia desde que começou a anunciar seus resultados publicamente, uma mudança de rumo significativa se estes dados forem comparados com os do ano passado.

Apesar das perdas na atividade de vendas de veículos da companhia, a Toyota prevê um lucro líquido de 50 bilhões (US$ 556 milhões) no final deste ano fiscal, que termina em março.

No entanto, este dado não representará um consolo para acionistas e trabalhadores da empresa, porque significa uma queda de 90,9% do lucro líquido em comparação com o do ano passado.

A companhia anunciou recentemente cortes ou paralisações temporárias de produção em várias de suas fábricas, além da redução de 450 membros de sua equipe de trabalhadores temporários.

Esta medida, muito pouco comum na Toyota, inclui o fechamento total durante um dia de cinco de suas fábricas em Hokkaido, ao norte do Japão, o primeiro que a companhia estabelece em 15 anos para reduzir a produção.

Estes dados representam um revés muito grande em comparação com os do ano passado, quando a empresa teve 2,27 trilhões de ienes (US$ 25,235 bilhões) de lucro por operações e 1,72 trilhão de ienes (US$ 16,465 bilhões) de lucro líquido.

A revisão em baixa se deve à queda das vendas da Toyota no mundo todo, mas principalmente nos Estados Unidos e na Europa, além de a uma forte valorização do iene frente ao dólar, que prejudicou os resultados financeiros do gigante do motor.

Um iene muito caro dificulta as exportações de veículos da Toyota e os tornam mais caros no exterior, por isso que a companhia reduziu sua previsão de vendas para 8,86 milhões de unidades, 540 mil a menos que a estimativa anterior.

No entanto, o encarecimento do iene tem um efeito negativo adicional para a Toyota.

A divisa japonesa se encareceu 25% frente ao dólar nos últimos meses, por isso, quando as companhias exportadoras como a Toyota repatriam o lucro obtido no exterior, estes se vaporizam.

Os problemas da Toyota Motor, símbolo da poderosa indústria japonesa, são os do resto do país, que é muito dependente das exportações.

O Ministério das Finanças japonês anunciou hoje que em novembro o Japão registrou seu segundo mês consecutivo de déficit comercial pela primeira vez desde 1980.

O Governo japonês está tentando conter o vendaval de más notícias para a economia japonesa, mas nada ainda foi falado sobre resgatar alguma empresa automobilística com dinheiro público.

As coisas não chegaram tão longe no Japão, mas companhias do setor, como Honda e Suzuki, também anunciaram cortes em seus quadros de funcionários e inclusive a retirada de suas equipes esportivas em competições como a Fórmula 1 e o Campeonato Mundial de Ralis.

O ano fiscal de 2008 transformou-se em um pesadelo para a Toyota, mas a empresa japonesa é a que mais bem posicionada está para liderar a indústria após o fim da crise, que vai redesenhar o panorama e as hierarquias da indústria global do motor. EFE fab/ab/db

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