RIO - A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, viu seu superávit cair pela metade em 2008 em decorrência do agravamento da crise financeira a partir do segundo semestre do ano. O superávit do Plano 1, que estava acumulado em R$ 52,9 bilhões em 2007 caiu para R$ 26,3 bilhões.

O superávit do plano é a sobra em caixa do que foi arrecadado em contribuições e retornos de investimentos, após o pagamento de benefícios. Como se trata de um caixa de previdência, esse resultado é acumulado no decorrer do tempo.

O Plano 1 é o maior dos dois existentes na Previ e conta com 123.358 associados. Ele está fechado para adesões desde 1998 e contava, ao final de 2008, com um patrimônio de R$ 115 bilhões. O Plano Previ Futuro, que funciona desde 1999 e conta com 52 mil participantes, fechou 2008 com patrimônio de R$ 1,104 bilhão.

Na média de seus investimentos, o Plano 1 teve a rentabilidade reduzida em 11,49%, o que representa uma perda de R$ 15,3 bilhões. Em 31 de dezembro passado, ele tinha 57,45% de seu patrimônio aplicado em renda variável, o que equivalia a R$ 66,246 bilhões. Essa fatia foi a mais afetada pela crise internacional, com perda de 24,04% na rentabilidade.

Os ativos de renda fixa terminaram o ano com R$ 42,7 bilhões, representando 37,04% da carteira do Plano 1 e uma alta de 12,23% em relação a 2007. Já os imóveis terminaram o ano com R$ 3,251 bilhões, o equivalente a 2,82% da carteira e um crescimento de 21,61% na comparação com 2007. Os empréstimos e financiamentos ficaram com R$ 3,1 bilhões, ou 2,69% do total, e uma alta de 12,97% ante 2007.

" Ninguém fica feliz de apresentar resultados negativos, mas levando em consideração essa crise inusitada e a impossibilidade de fazer mudanças bruscas no Plano 1, acho que passamos por um teste bastante importante no ano passado " , frisou o presidente da Previ, Sérgio Rosa.

(Rafael Rosas | Valor Online )

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.