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Crise faz GM perder liderança mundial de vendas para Toyota

WASHINGTON (EUA) - A General Motors (GM) confirmou hoje que perdeu a liderança mundial de vendas no setor automotivo para a japonesa Toyota, depois de a crise financeira desabar seus números em 2008.

EFE |

No ano passado, a GM vendeu um milhão de veículos a menos em comparação com 2007, e 616 mil abaixo dos números de sua concorrente japonesa.

A General Motors fechou 2008 com 8.355.947 veículos vendidos no mundo todo, enquanto a Toyota negociou 8.972.000 unidades.

A GM evitou mencionar a perda oficial da liderança do mercado líder mundial durante o anúncio de seus números para 2008, e o presidente da montadora, Frederick Henderson, minimizou a importância da estatística.

Segundo o jornal "The Detroit News", Henderson afirmou que se importava com o fato de a Toyota ter ultrapassado a motadora americana, acrescentou em seguida que "o mais importante agora é que a General Motors tenha êxito".

A Toyota também tentou não dar muita importância a sua chegada à liderança na venda mundial de automóveis.

O vice-presidente da Toyota nos Estados Unidos, Irv Miller, chegou a afirmar que "estes números não significam nada", e que o "mais importante agora seria voltar a ser rentável".

A Toyota anunciou na terça-feira que suas vendas caíram 4% em 2008, e confirmou oficialmente que Akio Toyoda, de 52 anos, assumiria a Presidência da companhia para tentar "endireitar" seus resultados.

A queda das vendas da General Motors só não foi maior por causa dos bons resultados nos países emergentes, entre eles o Brasil. No entanto, na América do Norte e Europa, os principais mercados da montadora, foi registrada uma forte queda em seus números.

Na região da Ásia Pacífico, a GM vendeu 1.475.093 veículos, uma alta de 2,7% em comparação com 2007. Já na América do Sul, África e Oriente Médio as vendas anuais da empresa americana subiram 3,2%, para 1.276.330 veículos.

No Brasil, as vendas subiram 10%, na Rússia 30%, na Índia 9% e na China 6%.

Sem estes resultados positivos, os números da GM teriam sido mais alarmantes, já que na América do Norte houve uma queda de 21,1% das vendas, enquanto na Europa a perda foi de 6,5%.

O vice-presidente de Vendas Globais da GM, Jonathan Browning, reconheceu a crescente importância dos mercados emergentes para o setor automotivo.

"Os resultados das vendas da GM em 2008 mostram que continuamos aproveitando as oportunidades dos novos mercados emergentes", disse.

A crescente dependência da General Motors de mercados que não são Estados Unidos ou Europa é cada vez mais visível.

Em 2007, as vendas no exterior da montadora representaram 59% de seu total, e um ano depois esse número subiu para 64%, a proporção mais alta de sua história.

E tudo indica que em 2009 se manterá a mesma tendência de crescimento das vendas fora dos Estados Unidos e a queda ou estagnação na América do Norte.

Browning também atribuiu as perdas da empresa à má situação dos mercados financeiros de todo o mundo e seu efeito na disponibilidade de crédito para os consumidores.

"As dificuldades dos mercados financeiros globais, incluindo a diminuição do crédito, a queda nos preços das matérias-primas e a incerteza econômica, continuam impactando na procura global por novos veículos", afirmou.

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