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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Eletrobrás estuda permitir que suas clientes eletrointensivas, como fabricantes de alumínio, possam diferir o pagamento das suas contas depois que viram suas vendas despencarem com a crise econômica mundial. De acordo com o presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, é melhor se tornar credor dessas empresas do que sofrer com inadimplência.

"Se houver necessidade de algum diferimento da receita a gente quer fazer, porque não pode diminuir o contrato, e o que for diferido será corrigido, a gente recebe mais à frente", disse ele a jornalistas durante comentários sobre o lucro da empresa em 2008.

Apesar do agravamento da crise econômica no segundo semestre de 2008, a Eletrobrás obteve lucro de 6,1 bilhões de reais no ano passado, 296 por cento a mais do que em 2007. A empresa teve impacto positivo de 4,3 bilhões de reais com a valorização do dólar e 1 bilhão de reais com maiores vendas.

O melhor resultado de distribuidoras de energia federalizadas que foram incorporados pela companhia no ano passado também contribuíram para o resultado, saindo de um prejuízo de 1,1 bilhão de reais em 2007 para lucro de 53 milhões de reais em 2008.

"As federalizadas tiveram um resultado que ninguém esperava, o objetivo era dar lucro em 2009, e com um trabalho forte que fizemos já deu lucro no ano passado", observou Muniz.

Além disso, as subsidiárias da companhia também garantiram uma boa performance operacional, todas positivas, ao contrário dos anos anteriores.

"Todas as Ebitdas (lucro antes de impostos, juros, amortizações) foram positivas...mesmo a Eletronorte, que teve perda de 600 milhões (de reais) com as novas normas contábeis", explicou.

A empresa que administra a geração de energia no Norte do país no entanto fechou com prejuízo de 2,4 bilhões de reais.

"Estamos preparando a Eletronorte para dar lucro em 2010", informou o executivo.

(Por Denise Luna)

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