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Crise faz crescimento do país ficar em 5,9% em 2008

Santiago do Chile, 18 dez (EFE).- A economia brasileira cresceu 5,9% este ano, com o país já afetado pelo impacto da atual crise internacional, particularmente no último trimestre, disse hoje a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

EFE |

Até o terceiro trimestre, quando começaram a ser sentidas as perturbações externas, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil mostrava um crescimento anualizado de 6,4%, assinalou a Cepal em um balanço preliminar das economias da América Latina e do Caribe.

Fora isso, anotava uma expansão do emprego formal de dois milhões de pessoas, uma redução do desemprego de 7,6% em setembro, a menor taxa desde 2002 e uma alta dos salários reais de 5,1% anualizada.

O impacto da crise a partir desse mês se refletiu em uma desaceleração do ritmo de crescimento da atividade, que se estima que perdurará nos próximos meses e se traduzirá em uma redução da expansão do PIB, a apenas 2,1% em 2009, frisou a Cepal.

Segundo o texto, no entanto, dadas as características da crise e as atuais condições econômicas do Brasil, suas autoridades contam com um maior número de instrumentos de política econômica que em crises anteriores para implementar políticas orientadas a minimizar os impactos negativos da atual situação.

O crescimento econômico do ano permitiu um crescimento do PIB por habitante de 4,5% e um aumento dos salários reais de 1,7%, embora os preços ao consumidor tenham subido, de 4,5% no ano passado, a 6,4% em 2008.

O desemprego também terminou o ano em baixa, com uma taxa de 7,9%, que se compara com 9,3% do ano passado.

No setor externo, o déficit na conta corrente da balança de pagamentos alcançou 1,86% do PIB no período entre janeiro e outubro, o que representa uma reviravolta nos resultados positivos dos anos anteriores.

As exportações e importações aumentaram em igual período 28% e 51,6%, respectivamente, e se prevê que as vendas ao exterior fechem o ano em US$ 229,918 bilhões e as compras em US$ 222,721 bilhões.

Em outubro, a dívida externa total do Brasil chegou a US$ 214 bilhões, dos quais US$ 165 bilhões correspondem a compromissos de médio prazo e US$ 49 bilhões a outros de curto prazo. EFE ns/rr

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