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Crise externa não deve afetar economia brasileira em 2008, diz BC

BRASÍLIA - A piora na crise externa não deve afetar o forte dinamismo da economia brasileira em 2008, afirma o Banco Central (BC) no Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta segunda-feira.

Redação com Valor Online |

 

Acordo Ortográfico A revisão de 4,8% para 5% para o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 considera que a demanda interna contribuirá com 7,2 pontos percentuais, ante retração de 2,2 pontos do setor externo. A evolução dos investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) subiu para 14,3% frente a expectativa anterior de 11,8%.

O BC cita que persiste a confiança do empresariado na estabilidade econômica do país, " mesmo em ambiente global turbulento " .

A trajetória de juro alto, iniciada em abril, já tem impacto na projeção para o avanço do consumo das famílias, que caiu de 6,6% para 5,8%, informa o relatório. Contudo, a transferência de renda nos programas sociais do governo levou a um aumento de 4,4% para 4,6% no item consumo do governo.

De acordo com o BC, a expansão do PIB " reflete a evolução favorável de variáveis diretamente relacionadas à melhoria do bem-estar econômico e social, com ênfase para o crescimento no consumo das famílias e a melhoria qualitativa e quantitativa no mercado de trabalho".

Foram revistas para cima as projeções relativas aos vários componentes do PIB com as quais a autoridade monetária trabalhava até junho. A expansão da agropecuária saiu de 5% para 5,5%; o avanço do setor industrial foi de 5,3% para 5,5%; o setor de serviços deve aumentar 4,5% contra 4,4% anteriores; os impostos sobre produtos subirão 6,5% frente aos 5,7% projetados antes.

"O dinamismo deve continuar, a despeito do cenário de maior redução no nível de atividade da economia mundial" , destaca o Relatório de Inflação." Além do desempenho do emprego, da massa salarial e das expectativas dos empresários e do nível das operações de crédito, ganha importância o processo persistente de crescimento registrado nas taxas de investimento" , prossegue o documento, citando ainda a contribuição da aceleração da construção civil.

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