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Ao apresentar um mapeamento de R$ 1,51 trilhão em investimentos previstos até 2011, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou nesta quinta-feira que as decisões de investimento no Brasil nem tremeram, em um ano de turbulências internacionais.

"Isso não quer dizer que vamos subir no salto alto, com arrogância, porque não está tudo resolvido", complementou. "Temos um setor produtivo corajoso, uma situação de crédito saudável e o que falta é fortalecer o sistema de poupança interna", afirmou Coutinho.

Ele disse ainda que pesquisa interna do BNDES apontou um crescimento de 30% nos projetos de investimentos que deram entrada em pedidos de financiamento do banco estatal, após o início da crise de crédito do subprime imobiliário americano em agosto de 2007.

Na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social no Palácio do Planalto, o presidente do BNDES foi encarregado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a apresentar um quadro dos investimentos públicos e privados realizados e já programados para os próximos anos.

Segundo os dados, a soma dos investimentos entre 2004 e 2011 chegaria a R$ 2,36 trilhões, a uma taxa de crescimento de 15% anuais. A projeção é de que a Formação Bruta de Capital Fixo atinja a marca de 20,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, saindo de 15,3% do PIB em 2003. Neste ano, a expectativa é de atingir 18,6% do PIB.

No valor de R$ 1,51 trilhão previsto de 2008 a 2011, as áreas de indústria e serviços têm projetos no valor de R$ 627,1 bilhões; infra-estrutura (sem habitação e recursos hídricos) com 304,6 bilhões; somente em construções residenciais devem ser aplicados R$ 534,9 bilhões e o agronegócio tem previsão de R$ 45,1 bilhões.

Segundo Coutinho, os investimentos em infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), oportunidades de exportação, expansão do mercado interno e da indústria pesada são as quatro grandes forças motrizes dos investimentos projetados.