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Crise externa eleva dólar acima de R$1,80

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia forte nesta segunda-feira, acima de 1,80 real, com a perspectiva de saída de investidores estrangeiros em meio à crise no mercado financeiro internacional, que viu um dos maiores bancos de investimento do mundo entrar em colapso. A semana está prometendo, disse o gerente de câmbio de um banco internacional, que preferiu não ser identificado.

Reuters |

Às 10h57, a moeda norte-americana era cotada a 1,811 real, com alta de 1,68 por cento. Na máxima, chegou a ser cotada a 1,821 real.

No mesmo horário, o risco Brasil subia 24 pontos-básicos e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caía 5 por cento.

O Lehman Brothers, quarto maior banco de investimento dos Estados Unidos, pediu proteção contra falência após o fracasso de um fim de semana de intensas negociações com autoridades norte-americanas e executivos de Wall Street.

A crise também abateu a Merrill Lynch, que foi comprada pelo Bank of America . Além disso, a seguradora AIG pediu uma linha especial de crédito ao Federal Reserve para garantir sua sobrevivência.

Diante da crise no sistema financeiro, o Fed reduziu as exigências para empréstimos às instituições financeiras, e 10 dos maiores bancos do mundo montaram uma linha emergencial de crédito com 70 bilhões de dólares.

'Por enquanto, essas medidas não estão sendo suficientes para estabelecer a calma', avaliou Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.

Com a volatilidade e a incerteza no mercado global, 'cautela é a ordem do dia', segundo o gerente do banco estrangeiro. 'O problema apareceu e ele é gigante.'

Ele disse que ainda é muito cedo para saber a dimensão da retirada de capitais do país em meio à crise. 'Que deve sair, deve. Aqui é um mercado que tem bastante liquidez. Mas não é tanto por aversão a risco, é mais por falta de recurso para pagar prejuízo', disse.

A alta também ia na mesma direção das apostas dos estrangeiros no mercado futuro de câmbio. Eles mantinham mais de 4 bilhões de dólares em posições compradas em derivativos cambiais na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), indicando confiança na alta do dólar diante do real.

(Reportagem de Silvio Cascione; reportagem adicional de Jenifer Corrêa)

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