Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Crise excepcional leva FMI a afrouxar condições de empréstimos

O Fundo Monetário Internacional (FMI), que anunciou nesta sexta-feira um primeiro empréstimo destinado a conter os efeitos da crise financeira, imporá menos condições para o desbloqueio de suas ajudas, em razão da excepcionalidade da situação econômica mundial.

AFP |

"Mesmo que algumas condições políticas sejam sempre anexadas aos empréstimos do FMI, as condições serão menos numerosas e mais objetivas do que no passado", declarou o diretor-geral da instituição, Dominique Strauss-Kahn, nesta sexta.

"A economia mundial entra em uma reviravolta de conjuntura muito importante, frente ao mais perigoso choque financeiro nos mercados desde os anos 1930", afirmou.

Hoje, o FMI anunciou um acordo para conceder um aporte de 2,1 bilhões de dólares (1,65 bilhão de euros) à Islândia, com o objetivo de superar a crise que arruinou seu sistema bancário. Esse empréstimo deve ser apenas o primeiro de uma série.

"Falei por telefone com dirigentes de várias capitais, que pediram a assistência do Fundo. Agora, temos missões em alguns desses países avaliando suas necessidades", completou.

O FMI já citou Bielo-Rússia, Hungria, Paquistão e Ucrânia, mas a lista ainda pode incluir outros países que tenham apostado seu crescimento nos capitais estrangeiros, ou que tenham sido duramente afetados pela queda do preço das matérias-primas.

Nessa vontade de reforma dos empréstimos de sua instituição, Strauss-Kahn parece já contar com a adesão dos países da Ásia e da Europa, reunidos na cúpula Asem de Pequim.

"Os dirigentes estão de acordo sobre o fato de que o FMI deve desempenhar um papel importante na assistência aos países seriamente afetados pela crise, a pedido desses últimos", de acordo com a declaração final divulgada hoje.

Outros Estados-membros talvez sejam mais difíceis de convencer.

hh/tt/sd

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG