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Crise está distante do dia-a-dia do paulistano

A crise financeira internacional ainda é algo distante do dia-a-dia da maioria dos paulistanos, mas nem por isso deixa de ser uma grande preocupação quanto aos estragos que poderá causar. Pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio - SP)realizada no dia 14 deste mês para avaliar a percepção do consumidor em relação aos impactos da crise revela que apenas 15% dos entrevistados acreditam que ela poderá afetar de alguma maneira as condições financeiras da sua família.

Agência Estado |

Em contrapartida, 67% dos paulistanos consultados consideram que a crise terá impacto na situação econômica do País.

"Crise lá em casa, não", afirma a arrumadeira Maria José da Silva, de 58 anos, casada e mãe de três filhos, com renda mensal familiar de R$ 2 mil. Ela e os três filhos continuam empregados e o marido, que é aposentado, têm renda garantida. Otimista, Maria José conta que um dos filhos manteve o plano de trocar de carro, apesar das notícias negativas. "O meu filho, que hoje tem um Corsa, quer comprar um Vectra." Para isso, diz ela, o filho vai assumir um financiamento. Na opinião da arrumadeira, a crise só chegaria à sua casa "se os patrões a mandassem embora."

A pesquisa da Fecomércio mostra que não é só Maria José que teme a perda do emprego. O desemprego foi apontado por 38% dos entrevistados de todas as faixas de renda como o principal efeito da crise e ganha relevância entre as famílias de menor rendimento. Quase a metade (48%) das famílias com renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.245) teme o desemprego, enquanto esse é o principal temor de 27% das que recebem mais de dez salários mínimos (R$ 4.150).

Depois do desemprego, a alta da inflação, de acordo com a pesquisa, é o segundo impacto da crise, apontado por 36% dos paulistanos. "Quando há crise, os preços dos produtos sobem", diz a consumidora Karina Cristina dos Santos Hager, de 28 anos. Ela acredita que a crise vai atingir o Brasil e teme o reflexo nos preços dos produtos vendidos nos supermercados. "A crise preocupa."

Altamiro Carvalho, economista da Fecomércio-SP, ressalta que a conexão que o paulistano faz entre a crise e os impactos na vida da sua família ainda leva em conta os efeitos sentidos em crises da década passada, quando o crédito não era tão disseminado como é hoje. Tanto é que somente 5% dos entrevistados apontaram a falta de crédito como fator de preocupação. "A crise ainda está no imaginário das pessoas e não têm efeitos tangíveis."

Apesar dessa constatação, o economista ficou surpreso com o resultado global da pesquisa, que mostra que 81% dos paulistanos acreditam que a crise terá impactos no Brasil e apenas 14% acham que o País ficará ileso.Apenas 5% não souberam responder a questão.

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