Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Crise espalha medo de recessão e Bovespa desaba 15%

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - A sensação cada vez mais visível de que a economia global se encaminha para recessão dava contornos de pânico aos mercados acionários nesta segunda-feira, movimento seguido pela Bolsa de Valores de São Paulo, que teve os negócios interrompidos pela segunda vez.

Reuters |

Ao cair 15,06 por cento de queda, o Ibovespa atingiu os 37.814 pontos, no menor nível desde outubro de 2006. O giro financeiro da sessão alcançava 1,45 bilhão de reais.

Antes, o pregão já havia sido suspendo por 30 minutos quando o índice atingiu 10 por cento de queda poucos minutos após a abertura dos negócios. Com a segunda interrupção pelo circuit breaker, o pregão fica paralisado por uma hora, até as 12h44.

Não bastasse o temor de quebradeira do sistema bancário norte-americano, medo que não se dispersou mesmo com a aprovação de um pacote de 700 bilhões do governo pela Câmara dos Deputados na sexta-feira, os investidores ainda viam mais instituições da Europa perto do colapso.

O governo alemão e bancos anunciaram um acordo para resgate do Hypo Real Estate, com uma injeção de 20,8 bilhões de dólares, além dos 35 bilhões de euros que já estava acordado junto com o Bundesbank, o banco central alemão.

Diante disso, autoridades da União Européia, que haviam inicialmente rejeitado a possibilidade de adotar um pacote de ajuda similar ao do governo dos EUA mudavam o discurso.

Com um horizonte de crise cada vez mais longa e profunda, bancos já passavam a prever queda nos resultados da maioria das empresas de atuação global, especialmente nas ligadas a commodities.

"Acabamos sofrendo até mais, porque na Bovespa as commodities têm um peso muito forte", disse Pedro Galdi, analista de investimento da SLW corretora.

O UBS Pactual, num relatório prevendo recessão global em 2009, com reflexos sobre 2010, promoveu forte redução do preço-alvo das ações de empresas brasileiras de siderurgia e mineração.

A Companhia Siderúrgica Nacional, um das que tiveram a projeção de preço-alvo reduzida pelo banco, despencava 26,1 por cento, para 26,35 reais. Vale, também citada, derretia 18,8 por cento, para 23,50 reais.

"O nervosismo prevalece independente de qualquer outra sensação", disse Junior Hydalgo, operador da corretora InTrader.

(Reportagem adicional de Felipe Pacheco)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG