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Crise em Wall Street afetará os cofres de Nova York, diz Bloomberg

Nova York, 15 set (EFE) - O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, reconheceu hoje que a crise em Wall Street prejudicará os cofres municipais, embora tenha assegurado que a cidade está em melhores condições para superar a situação do que no passado.

EFE |

"Graças a nossa prudência orçamentária, somos mais capazes de enfrentar esta crise", disse Bloomberg durante uma entrevista coletiva, e acrescentou que a Prefeitura reservou fundos conseguidos em anos favoráveis para outros momentos em que a cidade precisa desses recursos.

Bloomberg, que cancelou uma viagem que realizaria à Califórnia, assegurou que, durante o fim de semana, conversou com representantes governamentais e executivos financeiros nos Estados Unidos, Europa e Ásia sobre a dificuldades do setor financeiro e suas possíveis repercussões na atividade de Nova York.

O prefeito destacou que a cidade "está em boa situação" para enfrentar o caos financeiro, que teve como uma de suas vítimas nos últimos tempos o banco de investimentos Lehman Brothers.

Ele lembrou que essa entidade emprega mais de 12 mil pessoas que moram na área de Nova York e afirmou que hoje "é um dia triste", ao ver como essa entidade fecha as portas.

Bloomberg se mostrou confiante, no entanto, em que, assim como ocorreu com o banco Bear Stearns, "muitos desses talentosos indivíduos, mas provavelmente nem todos, infelizmente, encontrarão locais onde colocarão seu talento para trabalhar".

O prefeito explicou que também conversou com Greg Fleming, presidente e diretor-executivo de Operações do Merrill Lynch, e Ken Lewis, presidente e executivo-chefe do Bank of America, a entidade que decidiu comprar a anterior.

Ele acrescentou que ambos lhe informaram de que "consideram que a perda de empregos na área de Nova York será relativamente pequena".

Segundo Bloomberg, a fusão de ambas as entidades, no longo prazo, pode ser positiva para a cidade.

O prefeito manifestou que a semana "trará mais dificuldades", devido à incerteza em torno da seguradora AIG, "uma grande companhia com mais de sete mil empregados na cidade de Nova York".

O prefeito nova-iorquino declarou que a perda de empregos no setor financeiro "certamente terá um efeito" na receita da cidade, e lembrou que se considera que um posto de trabalho nas finanças de Wall Street ajuda a criar dois ou três empregos mais.

"Este efeito multiplicador terá um efeito grave não só nos trabalhadores do setor financeiro que perdem seus empregos, mas também em muitas famílias nova-iorquinas que serão afetadas de maneira indireta por isso, assim como a receita de muitos Governos locais", destacou Bloomberg.

O prefeito considerou prematuro quantificar o efeito na economia nova-iorquina dessa perda de emprego, mas reconheceu que o dinheiro que a Prefeitura terá para pagar funcionários, ou investir e contratar serviços, "vai ser menor", enquanto a demanda crescerá.

EFE vm/db

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