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Crise em Wall Street abala o mundo

O pedido de concordata do banco de negócios Lehman Brothers, uma das principais instituições de Wall Street, abalou nesta segunda-feira os mercados financeiros em todo o mundo.

AFP |

O colapso do Lehman Brothers, uma instituição criada há 150 anos, foi acompanhada pelo anúncio da aquisição de emergência de sua concorrente Merrill Lynch pelo Bank of America por 50 bilhões de dólares, num momento em que o Banco Central americano (Federal Reserve, Fed) aprovava operações de refinanciamento para resgatar o setor bancário.

A colocação da Lehman Brothers sob a proteção da lei de falências (Capítulo 11), oficializada nesta segunda-feira, derrubou os mercados, que não cederam ao pânico: as bolsas asiáticas e européias caíram entre 3% e 5%, enquanto que Wall Street limitava os danos com um recuo de 2% no meio da tarde.

Após um fim de semana de negociações infrutíferas com seus principais credores, a Lehman Brothers não teve outra escolha que a concordata, conseguindo no entanto preservar alguns de seus setores, como os encarregados das atividades nos mercados.

As ações do banco de negócios caíram vertiginosamente nesta segunda-feira: às 13H00 locais (14H00 de Brasília), cada título da Lehman Brothers valia apenas 0,24 dólar, uma queda de 94%. Há um ano, o preço da ação era superior a 60 dólares.

O presidente George W. Bush afirmou que seu governo está se esforçando para limitar o impacto da crise. "Confio na flexibilidade e na resistência dos mercados financeiros, e em sua capacidade para enfrentar esses ajustes", declarou Bush à imprensa.

As autoridades americanas, que assumiram o compromisso de injetar até 200 bilhões de dólares na semana passada para resgatar Fannie Mae e Freddie Mac, se recusaram desta vez a liberar dinheiro para salvar a Lehman Brothers. Sem garantia do Estado, os eventuais compradores, como a coreana KDB e a britânica Barclays, desistiram da aquisição da Lehman.

A 50 dias da eleição presidencial americana, a crise financeira alimentou a polêmica entre os dois principais candidatos.

O candidato democrata defendeu a instalação de "uma regulamentação que proteja os investidores e os consumidores". "Oito anos de uma política que acabou com a proteção dos consumidores, enfraqueceu a vigilância e as regulamentações e incentivou o pagamento de polpudos prêmios aos dirigentes de empresas ignorando a classe média nos levaram à pior crise financeira desde a Grande Depressão (de 1929)", avaliou Obama em comunicado.

Já o republicano John McCain se disse "contente com o fato de o Fed e o departamento do Tesouro terem garantido que não utilizarão o dinheiro dos contribuintes para salvar a Lehman Brothers". Ele se disse convencido de que "os elementos fundamentais da economia são sólidos".

Entretanto, a crise americana não parece estar perto do fim. Segundo analistas, as supressões de empregos no setor da finança devem bater em 2008 o recorde de 153.000 estabelecido no ano passado.

A produção industrial registrou em agosto sua maior baixa dos três últimos anos, com uma redução de 1,1% em relação ao mês de julho.

maj/yw

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