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Crise econômica pode causar corte de 50 mil empregos nos EUA

Nove York, 26 jan (EFE).- Os péssimos resultados de 2008 e as perspectivas negativas para este ano levaram hoje diversas empresas nos Estados Unidos, entre elas Caterpillar, Sprint e Home Depot, a anunciar a demissão de quase 50 mil funcionários, no total.

EFE |

A recessão econômica nos Estados Unidos e a desaceleração da atividade em outras regiões geográficas afetaram fortemente o lucro de muitas companhias nos últimos meses de 2008 e no conjunto do ano, obrigando-as a reajustar seus custos.

Os anúncios de hoje sobre novos cortes de postos de trabalho não passaram despercebidos para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que voltou a lembrar a grave situação pela qual passam os que ficam sem emprego, assim como suas famílias.

"Devemos a cada um deles e a cada americano o agir com um sentido de urgência e de propósito comum", afirmou o presidente ao começo de um ato na Casa Branca.

"Não podemos nos permitir distrações nem atrasos", afirmou Obama, que acrescentou que espera assinar um plano para o reinvestimento e a recuperação da economia "que colocará milhões de americanos para trabalhar e estabelecerá as bases para um crescimento estável".

Essa urgência mostrada em Washington coincidiu com muitos anúncios de demissões para os próximos meses, que podem afetar ainda mais o consumo e, em consequência, a atividade geral da economia, que depende, em dois terços, do consumo dos cidadãos.

A fabricante de maquinaria pesada Caterpillar informou que adotará medidas direcionadas a cortar 20 mil postos de trabalho em vista da situação econômica atual e das péssimas previsões para 2009.

"As condições econômicas em nível mundial e os preços de matérias-primas essenciais continuaram diminuindo de forma significativa", explicou a empresa em comunicado, no qual indicou, além disso, que seu lucro líquido desceu 32% nos últimos três meses de 2008 em relação a 2007.

A empresa americana reconheceu também que os mercados financeiros continuam sob pressão e que suas expectativas para 2009 são piores.

Além disso, ressaltou que "a incerteza sobre a gravidade e duração desta recessão dificulta prever vendas e faturamento".

Os resultados da farmacêutica Pfizer nos últimos três meses de 2008 também foram piores que os do ano anterior, e refletiram uma queda de 90% no lucro líquido, assim como de 4,1% do faturamento.

A companhia americana, que fechou um acordo para comprar a rival Wyeth por US$ 68 bilhões, anunciou um corte de 10% em seu elenco global, que, no final de 2008, contava com 81.900 empregados, 4.700 a menos que em 2007, segundo dados da firma.

Concluída a fusão, prevê-se que a força de trabalho da companhia resultante seja 15% inferior à que ambas as empresas possuem hoje, o que representará uma diminuição de 20 mil empregos.

Outra que anunciou demissões foi a empresa de telefonia Sprint Nextel, que enfrenta uma dura concorrência da AT&T e da Verizon, e que estimou o corte de empregos em oito mil, com o objetivo de reduzir em US$ 1,2 bilhão seus custos trabalhistas anuais.

"As reduções de emprego são sempre a decisão mais difícil de tomar, mas muitas companhias estão vendo o que é necessário neste entorno", afirmou o executivo-chefe da Sprint, Dan Hesse.

Enquanto isso, outras empresas decidiram se desprender de áreas de negócio não essenciais e que afetam negativamente seu lucro, com a consequente repercussão que isso tem no emprego.

Nesse contexto, Home Depot, a maior empresa do mundo de equipamento para reformas no lar, anunciou que eliminará sua divisão EXPO, relacionada com o design e a decorações de interiores.

Além disso, a empresa cortará postos de trabalho em tarefas administrativas e de apoio às lojas, o que, em conjunto, significa o fim de sete mil empregos.

Na mesma linha se movimentam a fabricante de automóveis General Motors (GM), que prevê cortar dois mil postos de trabalho nos Estados Unidos, e o Texas Instruments, que se propõe a reduzir 3.400 empregos (12% de seu elenco) com demissões e acordos de dispensa voluntária. EFE vm/db

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