Miami, 16 jan (EFE).- A crise econômica que afeta aos Estados Unidos se prolongará ainda durante outros 12 a 16 meses mais, apesar dos esforços do Governo de Washington para contê-la, segundo previu hoje um grupo de analistas / especialistas em Miami.

Banqueiros e economistas descartaram que a crise alcance a magnitude da Grande Depressão do ano 1929 que durou 43 meses e deixou a um 25 % da força de trabalho sem emprego.

No entanto, disseram que a atual recessão pode superar em extensão às dois períodos de contração econômica de 1973-1975 e de 1981-1983.

"Acho que a crise nos EUA durará provavelmente doze meses mais em termos de Produto Interno Bruto (PIB) e em termos de desemprego provavelmente outros seis meses mais", disse à agência Efe Roberto ++Higuera++, presidente-executivo do Banco Popular Espanhol.

O banqueiro espanhol analisou a crise e sua origem em uma intervenção / discurso durante o Fórum Internacional de Negócios da Universidade de Miami que conclui hoje.

"A agressividade da reação e a rapidez dos Estados Unidos (para enfrentar a situação) vai a fazer com que saia antes da crise que a Europa", assegurou.

Em sua dissertação disse que a "praga financeira" começou faz / há ano e meio e sua propagação foi facilitada por três diferentes "bactérias": os empréstimos "subprime", a quebra de Lehman Brothers e o sistema de "pirâmide" supostamente criado pelo financeiro Bernard ++Madoff++ que gerou perdas por uns 50.000 milhões de dólares.

Miami, 16 jan (EFE).- A crise econômica que afeta aos Estados Unidos se prolongará por mais 12 a 16 meses, apesar dos esforços do Governo de Washington para contê-la, segundo previu hoje um grupo de analistas em Miami.

Banqueiros e economistas descartaram que a crise alcance a magnitude da Grande Depressão do ano 1929, que durou 43 meses e deixou a 25% da força de trabalho sem emprego.

No entanto, disseram que a atual recessão pode superar em extensão os períodos de contração econômica de 1973-1975 e de 1981-1983.

"Acho que a crise nos EUA durará provavelmente mais 12 meses em termos de Produto Interno Bruto (PIB) e, em termos de desemprego provavelmente, outros seis meses a mais", disse à agência Efe Roberto Higuera, presidente-executivo do Banco Popular Espanhol.

O banqueiro espanhol analisou a crise e sua origem em discurso durante o Fórum Internacional de Negócios da Universidade de Miami que termina hoje.

"A agressividade da reação e a rapidez dos Estados Unidos (para enfrentar a situação) vão fazer com que eles saiam da crise antes que a Europa", disse.

O economista Ricardo Lago assinalou, por sua parte, que a crise não será tão grave nem tão prolongada quanto a Grande Depressão.

No entanto, afirmou que superará em tempo às duas recessões das décadas dos anos 70 e 80 que duraram 16 meses.

"Hoje estamos no mês 14 da atual recessão, tal como foi medido pelo Escritório Nacional de Pesquisa Econômica. Portanto, quanto vai durar mais? Temos de 12 a 16 meses a mais de recessão pela frente", calculou o economista.

Lago explicou que o problema não é de livre mercado ou de falta de regulação e pôs como exemplo que no sul do estado da Flórida, os bancos são supervisionados por nove organismos diferentes.

"Portanto não é um problema de falta de regulação. É um problema de uma regulação má", considerou. EFE sob/jp

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