Roma - Os efeitos negativos da crise econômica, entre os quais se destaca o desemprego, durarão ainda um ano e a recessão acabará no primeiro semestre de 2010, afirmou nesta sexta-feira o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=economia%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237577705515&_c_=MiGComponente_C

"Ainda restam 12 meses de desemprego. Há boas notícias, mas a crise não terminou. Temos que começar a falar de uma estratégia de saída, mas não chegou ainda o momento de implementá-la", declarou Strauss-Kahn no Festival Internacional do Trabalho em Rocca di Papa, na província de Roma.

O dirigente do FMI manisfestou, informou a imprensa local, sua preocupação com o fato de que "muitos governos já disseram que a crise acabou, só se podendo cantar vitória quando o desemprego for derrotado".

Para Strauss-Khan, a reativação da economia "será lenta" e existe o perigo de que esta se desenvolva "sem postos de trabalho".

Por isso ele está convencido de que "os Governos não devem eliminar ainda as medidas de apoio e estímulo à economia", com o objetivo de incentivar a sua recuperação.

No entanto, por outro lado, o diretor do FMI acredita que não se pode aumentar o déficit público.

A receita de Strauss-Kahn, para evitar que a crise desta entidade se repita, é "revisar o conjunto de regras da economia em nível global", visto que sua falta, assegurou, foi uma das causas da recessão.

Segundo ele, é fundamental "reforçar a legitimidade das instituições internacionais e proceder mais rapidamente com as medidas para a regulamentação do sistema financeiro".

Leia mais sobre FMI

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.