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Crise econômica domina segundo debate presidencial em Nashville

María Peña. Nashville (EUA), 8 out (EFE).- Barack Obama e John McCain afirmaram hoje que entendem a frustração dos cidadãos com os políticos em Washington, mas discordaram sobre como resolver a crise econômica, que dominou o segundo debate presidencial dos Estados Unidos.

EFE |

Durante o debate na Universidade Belmont, em Nashville (Tennessee), os dois candidatos ofereceram propostas opostas sobre como recuperar a economia americana, afligida por um avultado déficit, o desemprego e uma dívida nacional que ronda os US$ 10 trilhões.

Neste debate, responderam a 80 eleitores "indecisos" presentes, além de responder a algumas outras dos seis milhões de questionamentos que os eleitores submeteram através do site de relacionamentos MySpace.

A metade do debate girou em torno da crise econômica, outros 15 minutos foram dedicados a temas internos, e os 30 minutos restantes foram para a política externa como Rússia, Paquistão e Irã, além da luta contra o terrorismo.

Em nenhum momento se mencionou a América Latina ou a reforma migratória, dois assuntos sobre os quais Obama e McCain divergem nesta disputa.

O encontro, pensado para promover a espontaneidade, se transformou em uma repetição dos ataques mútuos e das propostas de Governo durante a campanha.

Além da crise econômica, abordaram assuntos como a escassez de cobertura médica, a educação, a independência energética, a Guerra do Iraque e o papel dos EUA no mundo, nos quais destacaram suas "principais divergências".

McCain, que começa a ficar para trás nas enquetes por causa da forte crise financeira, insistiu em que Obama pretende aumentar os impostos e o gasto fiscal, uma acusação constante dos conservadores contra a oposição democrata.

O republicano rejeitou as críticas de Obama de que sua política beneficiará os ricos e insistiu em que sua proposta para ajudar os proprietários de imóveis foi pensada para a classe média.

Já o candidato democrata procurou durante todo o debate vincular McCain às "fracassadas políticas econômicas" do presidente George W.

Bush, ao afirmar que sua proposta fiscal beneficiaria as grandes corporações e não a classe média.

"McCain acredita na desregulação. Isso foi o que vimos nos últimos oito anos. Não funcionou e precisamos de uma mudança fundamental", afirmou o democrata.

Obama também recorreu à ironia ao responder à crítica de McCain de que ele "não entende" o que está em jogo.

"McCain disse (nos debates) que não entendo. Sim, isso é verdade.

Há coisas que não entendo. Não entendo como acabamos invadindo um país que não teve nada a ver com os atentados de 2001", disse Obama, em referência à Guerra do Iraque.

Já o candidato republicano, que propõe uma política de linha dura contra os terroristas, voltou a defender sua postura de manter as tropas no Iraque sem impor um calendário de retirada.

Também assegurou que sabe como capturar o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, mas indicou que não vai "dar pistas" de suas estratégias.

Obama tentou chamar a atenção dos americanos ao lembrar os problemas pela perda de empregos, casas e pensões, o que levou milhares de lares "à pior crise financeira desde a Grande Depressão de 1929".

Ao término do debate, as campanhas de Obama e McCain reivindicaram a vitória e insistiram em que cada um deles mostrou mais força e capacidade de liderança que seu rival.

No entanto, uma pesquisa divulgada pela "CNN" indica que 54% dos espectadores acreditam que o democrata foi o vencedor do debate, enquanto 30% indicaram que o candidato republicano triunfou.

Essa mesma opinião favorável a Obama é compartilhada por vários analistas que comentaram na imprensa americana. EFE mp/mh

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