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Crise econômica afeta a celebração do Ano Novo chinês

PEQUIM - Milhões de chineses se preparavam neste domingo em todo o País para celebrar o Ano Novo lunar com fogos de artifício e grandes reuniões familiares, um evento também afetado pela crise econômica global.

AFP |

Os trens e aviões estavam lotados de pessoas que voltavam para casa no último momento para celebrar em família o Ano do Boi, que começa segunda-feira. As previsões eram de que nos 40 dias antes e depois do Ano Novo, 188 milhões de pessoas viajassem de trem e 24 milhões de avião, no que é considerado o maior deslocamento de pessoas do planeta.

Apesar do tempo ruim deste ano não ter interrompido os transportes no país como em ocasiões anteriores, a sombra da crise econômica afeta as celebrações. No discurso de Ano Novo, publicado no jornal oficial "Diário do Povo", o primeiro-ministro chinês Wen Jiabo adverte a população que os problemas econômicos prosseguirão afetando o País no próximo ano.

"Observando a situação nacional e internacional, podemos dizer que teremos que enfrentar novos desafios", disse Wen, de acordo com o jornal, antes de recordar a importância de políticas econômicas como o aumento do consumo doméstico.

A crise também foi notada no parque Ditan de Pequim, que, assim como muitos outros do País, recebeu neste domingo uma feira para que as pessoas pudessem fazer as últimas compras para as festas.

Milhares de visitantes desfrutaram do primeiro dia de férias sob as muitas lanternas vermelhas colocadas nas ruas. No entanto, de acordo com Zhu Sibai, que comercializa cata-ventos, as vendas estão ruins.

Zhu, que vive na província pobre de Anhui do Leste, viajou a Pequim para vender suas mercadorias na feira durante toda a semana. Esta é uma viagem que ele faz há cinco anos. Ele conta que na primeira manhã de trabalho do ano passado vendeu quase 1.000 yuanes (145 dólares), mas desta vez não conseguiu mais de 10 yuanes.

Zhu é apenas um exemplo da época de vacas magras no gigante asiático. Quase seis milhões de trabalhadores migratórios voltaram para suas casas no campo em todo o País depois que perderam o emprego pela crise financeira.

De acordo com o governo, quase 25% dos 120 milhões de trabalhadores chineses retornaram para casa para o Ano Novo.Destes, quase 20%, ou seis milhões, o fizeram porque as fábricas em que trabalhavam fecharam ou interromperam a produção.

No entanto, mesmo com a crise, as famílias chinesas se preparavam neste domingo para desfrutar das grandes refeições festivas e assistir a queima de fogos de artifício.

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