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Crise é tema de reunião do FMI e do Banco Mundial

Ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais de 185 países vão se reunir nos próximos dias em Washington, a capital americana, durante a assembléia anual conjunta do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird), para discutir a maior crise financeira do mundo rico desde a Grande Depressão. Essa crise é o resultado de um fracasso regulatório, disse o diretor-gerente do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn.

Agência Estado |

Faltou, segundo ele, um mecanismo de prevenção do excesso de risco no sistema financeiro, "especialmente nos Estados Unidos", frisou.

Para o FMI, o tumulto nos mercados é uma chance de reassumir o papel de centro de análise, fórum de discussões e promotor de ações corretivas na economia global. A melhora das condições fiscais e monetárias no Brasil e em outros países em desenvolvimento, velhos e habituais clientes dos programas de ajuste, deixou o Fundo meio sem função e à beira de uma crise existencial. Mas o mundo continua perigoso, e ainda mais do que antes, como comprovou a onda de pânico nas bolsas de todo o mundo, ontem.

Para economistas da instituição, a desordem no setor financeiro já contaminou a economia real e suas projeções de crescimento econômico mundial foram revistas desde o começo do ano. Uma nova projeção deve ser divulgada amanhã, quando o recém-nomeado chefe de pesquisas do FMI, Olivier Blanchard, recrutado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, apresentar os capítulos de conjuntura do Panorama Econômico Mundial, editado na primavera e no outono.

Os capítulos analíticos, distribuídos na semana passada, apontaram risco de recessão nos Estados Unidos, mas essa não foi a parte mais agourenta da avaliação. Segundo o relatório, quando recessões ou desacelerações são precedidas de graves tensões no setor bancário, perdas acumuladas de produção tendem a ser duas ou três vezes maiores do que seriam noutra circunstância e a durar de duas a quatro vezes mais.

Hoje, o diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI, Jaime Caruana, deve apresentar o Relatório de Estabilidade Financeira. Há dois anos, esse relatório já chamava a atenção para o aumento de riscos no mercado financeiro, mas a advertência foi negligenciada pelas autoridades americanas e européias.

Ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G-7 (sete países mais industrializados do mundo: Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos) devem se reunir em evento paralelo à assembléia do FMI e do Bird. Eles habitualmente se encontram no Departamento do Tesouro e, desta vez, a pauta envolverá assuntos mais graves e urgentes que nos anos anteriores. Oficialmente, a assembléia ocorrerá entre os dias 10 e 13, mas boa parte dos eventos importantes começará hoje. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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