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Crise é sinônimo de mais lucro para alguns

A crise de ativos e de confiança , deflagrada em setembro passado, foi mais do que suficiente para acabar com o ânimo de muitos empresários, executivos, investidores e trabalhadores - temerosos quanto ao presente e ao futuro. Há quem diga que o fim de ano foi fraco e que o pior ainda está por vir.

Agência Estado |

Mas para alguns setores da economia, quanto pior, melhor. Negócios na área de tecnologia, consultorias e escritórios de advocacia são alguns exemplos de quem ganha com a crise.

Em entrevista recente ao Estado, um dos executivos do Banking and Trading Group (BTG), empresa de investimentos e estruturação de negócios presidida por André Esteves, foi categórico sobre o que vem por aí. "Com a crise aumentaram as oportunidades de aquisição. Os preços melhoraram e tem mais gente à venda. O Lehman Brothers (banco americano cuja carteira brasileira foi arrematada pela BTG), por exemplo, é um filhote da crise. Gostamos de dívida e de preço baixo", resumiu na época Carlos Fonseca, executivo da BTG.

No começo do mês a Algar, grupo empresarial que atua em áreas como TI/telecom, e agronegócio, anunciou o início das operações de mais uma empresa, a Algar Tecnologia. O novo negócio, que começa com 7 mil funcionários, oferece serviços como o de gestão de risco e recuperação de crédito, gestão de saúde e de documentos e de contact center. O investimento inicial foi de R$ 20 milhões e para 2009 a previsão é de outros R$ 25 milhões. "A vida tem de continuar. Toda crise carrega uma série de oportunidades. O mercado pode até não crescer a passos largos, mas vai continuar em expansão", diz o presidente da Algar Tecnologia, José Antônio Fechio.

Cesar Castelli, presidente da Tata Consultancy Services, empresa com sede na Índia especializada em serviços de TI, calcula não apenas faturar com mais contratos como espera aproveitar a falta de fôlego da concorrência para fazer algumas aquisições. "O mercado está cada vez mais regulado pela lei trabalhista, o que encarece as contratações. Num momento como este a solução é terceirizar a mão-de-obra para reduzir custos. Do nosso lado temos de oferecer soluções de qualidade a preços competitivos", observa o executivo. As fusões e aquisições exigem a integração de sistemas, um dos serviços do portfólio da companhia.

O executivo da Tata aposta em novos contratos, por exemplo, nas áreas financeira e de telecom - que tiveram casos recentes de fusão. Castelli prevê um aumento de 30% da receita para 2009 - mesmo crescimento obtido de 2007 para 2008. Parte da expansão poderá vir por meio da compra de outras empresas do segmento. Tudo dependerá das oportunidades.

"A crise tem vantagens. Os fabricantes de eletroeletrônicos, por exemplo, estavam muito estocados e os preços caíram. É o momento de acompanhar mais de perto o dia-a-dia dos negócios e para aproveitar o que poderá surgir de bom", diz Ramatis Rodrigues, diretor executivo do Grupo Pão de Açúcar. Mesmo que a crise derrube o consumo das classes C, D e E, que emergiram de forma vigorosa nos últimos anos, a companhia está preparada e pode lucrar ainda mais com a retração desse público. Isso porque, afirma Rodrigues, é nos produtos de marca própria que a companhia tem uma margem de lucro mais alta.

A GadInnovation desenvolve soluções como pesquisas de inovação de produto, design e novas formas de gestão. Charles Bezerra, diretor-executivo da companhia, tem certeza que ganhará com a economia enfraquecida. "As empresas precisarão se reinventar. Não adianta comprar uma máquina caríssima e achar que os clientes vão bater na sua porta.

Será preciso investir em inovação mais do que nunca", explica. Bezerra faz essa análise com base no aumento do número de clientes nos últimos dois meses. "Este será um ano de crescimento da receita". Márcio Dobal, presidente da SAS Institute, empresa de Tecnologia da Informação, é outro otimista. Ele trabalha com uma previsão de expansão de 20% em 2009. "Haverá mais demanda pelos serviços de crédito, mais parcerias entre as empresas tanto no varejo quanto na manufatura. Também pretendemos buscar mais contratos governamentais", diz. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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